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Milagre de Fulton Sheen e a entrega de relíquias na beatificação em St. Louis

James Fulton Engstrom, o jovem que protagonizou o milagre necessário para a beatificação de Fulton Sheen, apresentou uma relíquia de primeira classe do novo beato durante missa em St. Louis, nos Estados Unidos. O evento celebrou a trajetória do arcebispo e a cura inexplicável de Engstrom que, ao nascer em 2010, permaneceu sem sinais vitais por 61 minutos antes de voltar à vida sem sequelas.

Qual é a história do milagre que permitiu a beatificação de Fulton Sheen?

O milagre envolve o nascimento de James Fulton Engstrom, em 2010. O bebê nasceu sem respirar e, apesar de todos os esforços das equipes de emergência e do hospital, não apresentou sinais vitais por 61 minutos. Quando os médicos estavam prestes a declarar oficialmente o óbito, o menino voltou a viver. A Igreja Católica reconheceu formalmente que a sobrevivência e a ausência de danos físicos permanentes ocorreram pela intercessão de Fulton Sheen, algo que a ciência médica não conseguiu explicar, tornando-se o pilar fundamental para elevar o arcebispo aos altares como beato.

Por que o osso da mandíbula foi escolhido como a relíquia principal?

A escolha da mandíbula para a cerimônia de beatificação carrega um forte simbolismo ligado à trajetória de Sheen. Conhecido por sua enorme habilidade como orador e comunicador da fé, o osso da mandíbula representa a ferramenta física que ele utilizou para pregar e ensinar a milhares de pessoas. O Bispo Louis Tylka explicou que essa parte do corpo é muito significativa justamente pela capacidade que Sheen tinha de falar abertamente sobre a religião e converter ouvintes através de sua oratória potente e didática, sendo esta a principal marca de seu ministério durante décadas.

Como foram obtidas e preparadas as relíquias do novo beato?

O processo seguiu normas rígidas de Roma durante o reconhecimento canônico. Como Sheen faleceu em 1979 e seu corpo não estava incorrupto, o túmulo continha apenas ossos após 47 anos de decomposição natural. A Diocese de Peoria recebeu permissão para retirar fragmentos específicos. Além da mandíbula, foram retirados ossos das mãos para serem enviados a Nova York e Rochester, onde ele também serviu. Pequenos fragmentos foram colocados em relicários redondos, chamados de tecas, identificados com a inscrição ‘ex ossibus’ (dos ossos), destinados à veneração pública em instituições católicas.