quarta-feira, outubro 7, 2026
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Favoritismo de Flávio Bolsonaro pode destravar agenda econômica

O resultado do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, combinado ao avanço da direita no Congresso, criou um cenário político mais favorável à aprovação de uma agenda econômica liberal defendida pelo candidato do PL.

O programa da candidatura de Flávio promete levar o crescimento sustentado do Brasil de 2% para 4% ao ano entre 2027 e 2030, com o enxugamento do Estado, a repactuação da Reforma Tributária, concessões robustas de infraestrutura e a proteção da responsabilidade fiscal.

A reconfiguração das forças partidárias reduziu a fragmentação da Câmara e ampliou o peso da direita no Congresso. O grande vetor dessa consolidação foi o desempenho do PL: o partido elegeu 121 deputados, a maior bancada da Câmara. Considerando partidos que hoje se alinham à candidatura de Flávio ou à sua agenda econômica, o bloco potencial é maior, embora a composição de uma eventual base governista ainda dependa de negociações.

No Senado, o movimento foi batizado por analistas de “onda à direita”. O PL elegeu 19 das 54 vagas em disputa em 2026. Somados os parlamentares alinhados à pauta liberal-conservadora, a base de sustentação potencial chega a 41 das 81 cadeiras (49% do total). O BTG Pactual estima que possa chegar a 43.