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Cristã enfrenta acusações na Justiça por fazer oração silenciosa perto de clínica de aborto no Reino Unido

A ativista pró-vida cristã Isabel Vaughan-Spruce recebeu nesta quarta-feira (7) cinco novas acusações na Justiça relacionadas a ocasiões em que permaneceu em silêncio e fez orações perto da Robert Clinic, uma clínica de aborto em Birmingham, no Reino Unido. Ela se declarou inocente de todas as acusações.

Vaughan-Spruce havia sido acusada inicialmente, em dezembro do ano passado, de um único crime que reunia cinco episódios ocorridos perto da clínica. Durante uma audiência realizada nesta terça-feira (6) no Tribunal de Magistrados de Birmingham, o juiz Tan Ikram considerou que a acusação não estava redigida adequadamente e afirmou que cabia à promotoria deixar claro qual ato teria sido cometido. Nesta quarta, segundo dia da audiência, o juiz permitiu que a acusação original fosse substituída por cinco acusações separadas, uma para cada episódio investigado.

O caso envolve a chamada “zona de proteção” de 150 metros criada ao redor da Robert Clinic para impedir abordagens ou outras ações destinadas a “influenciar” pessoas que entram ou saem do local. Segundo a defesa, Vaughan-Spruce permaneceu sozinha no local e em silêncio nas ocasiões que deram origem ao processo.

A promotoria sustenta que ela violou as regras da “zona de proteção” em cinco ocasiões entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. A legislação local proíbe, dentro da área delimitada, atos realizados com a “intenção de influenciar decisões relacionadas ao acesso a serviços de aborto”.