
O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), troca a prefeitura pela Câmara dos Deputados por acreditar que poderá contribuir mais com o país no Legislativo federal. Eleito deputado federal pelo Paraná com 44.029 votos (0,7% do total), Martins retorna a Brasília, onde iniciou a carreira política, após quase dois anos na administração municipal.
Na bagagem, uma disputa acirrada com o recém-eleito governador Sergio Moro em 2022, quando ficou apenas 300 mil votos atrás do adversário, e praticamente dois anos como vice-prefeito de Eduardo Pimentel.
Jornalista de formação, Paulo Martins tem 45 anos e avalia que cumpriu um bom papel como vice-prefeito de Curitiba, mas que atende a um chamado do País ao aceitar trocar o “conforto” do Palácio 29 de Março pela agitada Câmara dos Deputados.
“Para o momento do País, certamente eu vou ser mais útil como deputado federal do que como vice-prefeito”, garantiu à Tribuna do Paraná.
Apesar disso, sua passagem pela administração municipal contribuiu muito para ampliar seu conhecimento sobre o funcionamento do Poder Executivo.
“Foi muito importante, afinal, também acumulei a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Implementamos várias políticas públicas interessantes na área de empregabilidade, qualificação e também inovação”, explica.
Mais do que compreender de dentro como uma cidade funciona, a experiência ajudou em seu desenvolvimento como pessoa, o que inevitavelmente repercute em sua atuação como político.
“Ajudou-me (a experiência como vice-prefeito) em termos de maturidade política. O vice tem que se conter, tem suas limitações, e tem que se enquadrar nisso. Por mais que isso não seja parte da minha personalidade, eu busquei exercer o papel da melhor forma possível”, afirmou.
Missão cumprida em Curitiba
Vale lembrar que Paulo Martins não terá substituto no posto de vice-prefeito.
“Eu sempre gostei e participei das grandes discussões do País. Participei de grandes reformas e entendo que o País vai precisar novamente delas”, diz.
Para o novo deputado, o governo Lula “esculhambou o País fiscalmente e nós vamos ter um grande desafio caso o Flávio seja eleito, pois, se o Lula continuar, vai ser um desafio evitar que ele piore o País ainda mais”.
Deputado eleito afirma que não mudou suas convicções
Apesar de reconhecer que ficou mais maduro nos últimos anos, Paulo Martins refuta a suposição de que teria ficado “radical”, menos convicto na defesa de suas bandeiras.
“Radical é um termo usado pela esquerda para desqualificar as pessoas que têm convicções e ideias de que eles não gostam. Eu não mudei em nada as minhas convicções”, garante.
Segundo Paulo Martins, é isso que ele levará para o novo mandato.
“Eu continuo a defender o cumprimento da Constituição, a redução dos custos públicos, a defender que o trabalhador não seja obrigado a pagar um sindicato. Continuo a defender a vida, e também o rigor contra traficantes de drogas. Eu continuo do mesmo jeito. Talvez a maturidade me tenha feito apenas ser menos impulsivo. Minhas convicções não mudaram um milímetro”, finalizou.
Martins vai compor a bancada do partido Novo, em Brasília, composta pelos dois mais votados deste pleito, o advogado Jeffrey Chiquini (425.399 votos) e o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (269.832 votos), além do economista Henrique Mecabô (65.706 votos).
A reportagem procurou o prefeito Eduardo Pimentel para uma avaliação do trabalho de seu vice, mas, segundo sua assessoria de imprensa, ele preferiu não se manifestar neste momento.
Autor: Gazeta do Povo








.gif)












