domingo, outubro 18, 2026
17.8 C
Pinhais

Aliado de Lula tenta nova manobra para continuar no poder

O presidente do governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, anunciou, no início de outubro, a dissolução do Parlamento e a antecipação das eleições gerais no país europeu, que estavam previstas para 2027 e agora serão realizadas em 29 de novembro. Com essa medida, o premiê esquerdista repete uma manobra que já adotou em 2023 para permanecer no poder.

Na ocasião, Sánchez, que está no cargo desde 2018 e que na quarta-feira (14) manifestou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição brasileira, antecipou em alguns meses o pleito geral espanhol, depois que seu partido perdeu importantes eleições regionais.

Seu objetivo era frear a ascensão do conservador Partido Popular (PP) e da legenda de direita nacionalista Vox nas urnas e galvanizar uma aliança para continuar no poder.

Deu certo, mas de uma forma extremamente tumultuada. Seu partido, o Socialista Operário Espanhol (PSOE), perdeu a votação nacional de 2023 para o PP, mas este não conseguiu formar um governo, o que abriu caminho para que Sánchez continuasse no poder com apoio de legendas regionalistas e separatistas, como o catalão Junts.