
O embaixador dos Estados Unidos junto à União Europeia (UE), Andrew Puzder, disse que empresas da Europa poderão sofrer retaliações “devastadoras” do governo Donald Trump caso o bloco leve adiante planos de restringir o acesso de concorrentes americanas a partes do seu mercado.
O comentário foi feito em entrevista publicada neste domingo (18) pelo jornal britânico Financial Times, que abordou a proposta da Comissão Europeia de reservar para empresas do continente uma parcela da faixa de espectro que permite a conexão direta de smartphones com satélites.
Dessa forma, seriam limitadas as frequências disponíveis para empresas chinesas e americanas, como a SpaceX, empresa de Elon Musk que opera a rede de satélites de internet Starlink.
“[Os europeus] deveriam estar cientes de que isso [retaliação dos EUA] pode acontecer e que seria algo muito devastador para essas companhias [da Europa]”, disse Puzder.
“Se o objetivo é tornar os Estados Unidos menos competitivos, creio que essa não é uma finalidade legítima para esse tipo de legislação”, acrescentou o embaixador. “Não se torna as empresas europeias mais competitivas ao tornar as empresas americanas menos competitivas.”
“Temos produtos de excelência nesta área. São produtos confiáveis, que gozam de credibilidade. Não precisamos de uma espécie de mediocridade sincronizada”, alfinetou Puzder.
A medida, cogitada pela UE sob o argumento de promover a “soberania tecnológica” em meio a relações conturbadas com Trump, já havia sido criticada pela SpaceX, que alertou que o plano poderia comprometer a conectividade da Starlink na Ucrânia, que utiliza o Starshield, o braço militar da rede de satélites da empresa de Musk, na guerra contra a Rússia.
Autor: Gazeta do Povo








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