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“Qual a vantagem de fazer o certo?” Perdão de dívidas de Lula revolta MEIs que pagam impostos em dia

O perdão de dívidas tributárias anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais desagradou microempreendedores individuais (MEIs) que mantêm seus impostos em dia.

Entre as críticas de quem precisou tirar dinheiro do próprio negócio ou comprometer o orçamento familiar para acertar as contas com o Fisco estão a falta de compensação para quem já pagou, o possível incentivo à inadimplência e a suspeita de uso eleitoral do programa.

A proposta inicial apresentada por Lula previa o perdão de aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos inscritos na Dívida Ativa da União, envolvendo cerca de 3,6 milhões de microempreendedores. Durante a tramitação no Congresso, o benefício foi estendido às dívidas ainda não inscritas, elevando o montante abrangido para aproximadamente R$ 15 bilhões, segundo levantamento publicado pela Folha de S. Paulo.

Na última quinta-feira (15), o Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 186/2026, que segue para sanção presidencial. O texto aprovado não prevê devolução dos valores já pagos. Quem quitou débitos ou desembolsou recursos para regularizar pendências não receberá de volta o dinheiro utilizado.