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como empresários e empresas podem se adaptar

Com a promulgação da emenda constitucional que encerra a jornada 6×1, empresas de todo o Brasil têm até 16 de dezembro para reorganizar suas operações. A mudança reduz a carga horária semanal de 44 para 42 horas imediatas e, futuramente, para 40 horas. O novo cenário exige que gestores encontrem formas de manter a produtividade e o atendimento com menos horas disponíveis de cada funcionário.

Quais são as principais alternativas para o comércio e serviços manterem o atendimento?

Setores como bares, restaurantes e supermercados, que funcionam sete dias por semana, enfrentam o maior desafio logístico. A solução central envolve a reorganização de escalas em diferentes turnos. Embora a folga deva ser preferencialmente aos domingos, a lei permite que o descanso ocorra em qualquer dia. Outra opção viável é o uso do contrato intermitente, previsto na CLT, que permite contratar profissionais apenas para períodos de pico, como finais de semana ou eventos, pagando proporcionalmente pelas horas trabalhadas, sem sobrecarregar a folha fixa mensal.

Como a tecnologia e a automação podem ajudar as empresas nessa transição?

A automação deixa de ser um acessório para se tornar estratégia de sobrevivência. Empresas podem investir em caixas de autoatendimento, sistemas automatizados de pedidos e softwares de gestão de estoque para reduzir a dependência de mão de obra em tarefas repetitivas. Identificar ineficiências operacionais por meio de dados permite que o gestor dimensione melhor a equipe. No caso de escritórios e setores administrativos, a inteligência artificial surge como ferramenta para acelerar processos e eliminar reuniões desnecessárias, compensando a redução da jornada.

De que maneira a indústria e a construção civil devem ajustar suas operações?

Para esses setores, o ajuste passa por uma análise rigorosa de custo-benefício. Operações que hoje funcionam de segunda a sábado podem ser condensadas para segunda a sexta, desde que haja um planejamento de produção mais eficiente e coordenação estreita com fornecedores para evitar períodos ociosos. Em alguns cenários, pode ser necessário aumentar o número de trabalhadores em etapas específicas da obra ou da linha de montagem para garantir que o volume de entregas não caia, mesmo com a redução de um dia útil de trabalho por semana, focando sempre na produtividade.