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Palmeiras mira Coroa Quíntupla com Mundial inédito incluso – 22/10/2026 – O Mundo É uma Bola

O Palmeiras está na final da Libertadores pela quarta vez desde 2020. Notável. Obteve a vaga ao superar na disputa de pênaltis o Fluminense, que ganhou por 1 a 0 no estádio alviverde porém parou em uma defesa do gigante Carlos Miguel (2,04 m) e na competência de seus cobradores, que chutaram cinco pênaltis e nos cinco superaram o veteraníssimo goleiro Fábio, em plena atividade aos 46 anos.

O time comandado pelo português sinônimo de competência Abel Ferreira, cuja maior força é o conjunto, ao se colocar nessa decisão coloca-se também em uma situação rara e privilegiada, com chance de fazer história como nunca antes alguém fez no Brasil.

Depois de um 2025 sem títulos, decepcionante para um clube que se acostumou a erguer troféus na era Tia Leila (desde 2015), o Palmeiras propôs-se a fazer um grande 2026.

Abre parêntese. Suponho que o leitor deste espaço saiba quem é Tia Leila. Mas, se porventura alguém está de passagem, explico: Leila Pereira, presidente do Palmeiras, chegou ao clube 11 anos atrás, como patrocinadora (à frente da Crefisa); depois, elegeu-se conselheira; e desde o fim de 2021 é a mandatária da agremiação de Perdizes. Fecha parêntese.

Neste ano, em março, conquistou o Campeonato Paulista. Nem precisou, na final, suplantar um arquirrival, já que Corinthians, Santos e São Paulo ficaram pelo caminho –este último, na semifinal contra o próprio Verdão, que na decisão ganhou duas vezes do Novorizontino.

Passados alguns meses, com Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores em andamento, o Palmeiras está vivíssimo em todos eles. No Brasileirão, faltando sete rodadas para o fim, funga no cangote do atual campeão, o Flamengo, um pontinho atrás. Na Copa do Brasil, duelará em uma das semifinais, com favoritismo, contra o Vasco da Gama, em jogos no começo de novembro. Na Libertadores, é finalista – o adversário sairia de Flamengo x Estudiantes.

Ganhando Libertadores (final no dia 28 de novembro, em Montevidéu), Brasileiro (rodada 38 no dia 2 de dezembro) e Copa do Brasil (final no dia 6 de dezembro, em Brasília), o Palmeiras conseguirá pela primeira vez uma Coroa Quádrupla: quatro troféus relevantes na mesma temporada.

Algo para poucos. Em 1962, o Santos de Pelé faturou Paulista, Taça Brasil, Libertadores e Copa Intercontinental, e em 1963, Rio-São Paulo, Taça Brasil, Libertadores e Copa Intercontinental. Em 1993, o São Paulo de Telê venceu Libertadores, Supercopa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Copa Intercontinental. Em 2020, o Flamengo de Gabigol ganhou Estadual do Rio, Brasileiro, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana, e em 2025, sem Gabigol, Estadual do Rio, Brasileiro, Supercopa do Brasil e Libertadores.

Tendo a Coroa Quádrupla, o Palmeiras buscará o que ninguém no Brasil tem: a Quíntupla Coroa, com a disputa da Copa Intercontinental, desde 2024 organizada pela Fifa, que dá a ela (e a todas elas) status de Mundial. A final, que já tem um time definido (o PSG, atual campeão da Champions League), é no dia 16 de dezembro, no Qatar.

É para acompanhar atentamente: o Palmeiras, alvo de chacota de torcidas rivais por não ter Mundial, pode fechar 2026 com uma mão de títulos, sendo a cereja do bolo, justamente, um Mundial.


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Autor: Folha

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