
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (22) novas restrições de vistos contra 61 pessoas da Bolívia e da Colômbia, incluindo deputados, magistrados, policiais e outras autoridades. Segundo o Departamento de Estado americano, os atingidos são suspeitos de envolvimento em corrupção ou atividades ligadas ao narcotráfico que prejudicam as instituições democráticas dos dois países.
A medida atinge 40 pessoas na Bolívia e 21 na Colômbia. Washington divulgou os nomes de 22 delas e informou que as restrições também abrangem familiares. A decisão faz parte da estratégia de combate ao crime organizado adotada pelo governo do presidente Donald Trump por meio do Escudo das Américas, aliança de segurança formada com países latino-americanos.
“Hoje, o Departamento de Estado está ampliando sua campanha contra a corrupção e o narcotráfico em nossa região”, afirmou o órgão em comunicado.
Na Bolívia, a lista inclui os deputados Rafael Darío López Mercado e Rolando Santos Pacheco Chávez, o ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce e o magistrado Aldo Quezada Cerruti. Também aparecem integrantes e ex-integrantes das forças policiais, entre eles Freddy Pereira Molina, que comandou a força especial de combate ao narcotráfico do país.
Na Colômbia, um dos atingidos é Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e responsável pela campanha presidencial do esquerdista Gustavo Petro em 2022. Também foram incluídos o prefeito de Sincelejo, Yahir Acuña Cardales, o senador eleito Wadith Manzur e outros parlamentares e ex-parlamentares.
As restrições foram adotadas com base na legislação americana de imigração, que permite impedir a concessão de vistos a estrangeiros cuja entrada possa trazer consequências graves para a política externa dos Estados Unidos.
Esta é a segunda rodada de restrições anunciada por Washington que atinge autoridades dos dois países sul-americanos. Em setembro, os Estados Unidos lançaram restrições que atingiram autoridades e outros cidadãos da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, além de seus familiares.
Entre os sancionados naquela ocasião estava o então procurador-geral boliviano Roger Mariaca, acusado pelo Departamento de Estado de receber propinas para facilitar o narcotráfico e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça. A senadora colombiana Martha Isabel Peralta, ligada à coalizão Pacto Histórico, também teve seu visto americano revogado.
Ao anunciar a primeira rodada, Washington afirmou que as medidas seriam ampliadas conforme novas informações fossem obtidas sobre corrupção e narcotráfico na região. O governo americano também defendeu uma atuação conjunta com os países integrantes do Escudo das Américas para impedir a influência de organizações criminosas nas instituições públicas.
Autor: Gazeta do Povo








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