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Estudantes da USP aprovam “estado de greve”

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, na noite de quarta-feira (15), em assembleia convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o “estado de greve” — mecanismo que antecede uma possível paralisação dos universitários. A decisão foi tomada em apoio à greve de funcionários e técnicos administrativos anunciada pela categoria, que reivindica reajuste salarial e incremento nos benefícios.

Em assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) aprovou a greve por tempo indeterminado com suspensão das atividades desde terça-feira (14). O DCE informou que a paralisação atingiu 105 cursos do interior e da capital paulista, na última terça-feira, em apoio à greve dos funcionários.

“A união entre os dois setores que movem a USP, estudantes e funcionários, se deu diante de uma bonificação que beneficia apenas os professores, ao mesmo tempo em que a universidade alega não ter recursos para aumentar os salários e auxílios dos estudantes e funcionários”, alegou o diretório.

Os estudantes também afirmam que se mobilizam contra uma minuta que, se aprovada, proibirá que entidades estudantis arrecadem dinheiro com aluguéis de espaços para gráficas e lanchonetes. “Na prática, essa medida condena a autonomia financeira das entidades e a organização dos estudantes”, completou o DCE.

A Gazeta do Povo procurou o DCE Livre da USP, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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O que diz a USP sobre a “greve” dos estudantes

Procurada pela Gazeta do Povo, a USP informou que representantes da universidade se reuniram com os estudantes dos campi da capital e do interior, na terça-feira, para esclarecer as ações em relação às políticas de permanência estudantil, aos restaurantes universitários e ao Conjunto Residencial da USP (Crusp), além de apresentar uma proposta de regularização do uso dos espaços estudantis.

Com relação às políticas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, a USP disse que, em 2026, está previsto um aporte de aproximadamente R$ 461 milhões para o conjunto de programas, o que representa um aumento de 8,25% em relação ao ano anterior. Atualmente, 15.869 estudantes são beneficiados pelo programa, que seleciona os alunos com base em indicadores de vulnerabilidade socioeconômica.

A USP ainda informou que as ocorrências relatadas por estudantes sobre a qualidade da alimentação oferecida no restaurante da universidade são tratadas tecnicamente por nutricionistas e pelas áreas responsáveis pelos contratos, que têm notificado e advertido as empresas envolvidas.

A universidade acrescentou que, na última sexta-feira (10), foi realizada uma inspeção da Vigilância Sanitária nos restaurantes universitários da Faculdade de Direito, que não identificou irregularidades.

Autor: Gazeta do Povo

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