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Votos da eleição no Peru são encontrados no lixo

Três caixas com votos das eleições gerais realizadas no domingo (12) e na segunda-feira (13) no Peru foram supostamente encontradas na rua como lixo, quando deveriam estar resguardadas até a proclamação dos resultados, após aparentemente terem sido extraviadas durante o traslado para um armazém.

Segundo informações da agência EFE, as três caixas foram apresentadas no programa “Beto A Saber”, do canal Willax, após supostamente terem sido recolhidas em um saco abandonado em uma esquina de Lima.

Os votos eram de três seções eleitorais do distrito limenho de Surco e contêm cerca de 1,2 mil cédulas que já teriam sido processadas por meio das respectivas atas eleitorais, nas quais consta o número de votos para cada candidato.

No entanto, os votos devem ser conservados até a proclamação dos resultados por parte do Júri Nacional de Eleições (JNE), diferentemente dos processos eleitorais anteriores, nos quais os votos eram destruídos e apenas a ata era conservada.

A responsável pelo distrito de Surco do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe, na sigla em espanhol), Claudia Sandoval, afirmou que as caixas com os votos foram extraviadas quando eram transportadas em automóveis do local de votação para um armazém, e que o motorista do veículo não respondeu aos pedidos para que as devolvesse.

Durante a exibição do programa, agentes da polícia chegaram ao estúdio de televisão para manter as caixas de votos sob custódia.

A descoberta das caixas eleva os questionamentos sobre a eleição presidencial no Peru, onde a falta de urnas em alguns locais de votação deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo. Devido a esse problema, a votação foi prorrogada até segunda-feira.

Segundo informações do jornal El Comércio, o candidato conservador Rafael López Aliaga ofereceu uma recompensa de 20 mil sóis (cerca de R$ 29 mil) a qualquer funcionário do Onpe, do JNE ou de empresas ligadas ao sistema eleitoral que forneça “informações verídicas e comprováveis ​​sobre possíveis irregularidades, fraudes ou sabotagens” na eleição.

José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Onpe, foi preso na segunda-feira, após ter assumido a responsabilidade pelos atrasos na entrega de material eleitoral no domingo e ter apresentado sua renúncia ao diretor do órgão, Piero Corvetto.

Também na segunda-feira, o procurador do JNE, Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra Corvetto pelas falhas logísticas registradas no domingo.

Também foram denunciados Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral, e três funcionários do Onpe, entre eles, Samamé.

Até a noite de terça-feira (14), López Aliaga, ex-prefeito de Lima, aparecia na apuração da eleição presidencial como segundo colocado para disputar o segundo turno contra Keiko Fujimori, mas na manhã de quarta-feira (15) foi ultrapassado pelo esquerdista Roberto Sánchez, ex-ministro do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022).

Com 93,2% dos votos apurados, Fujimori tem 17,1% dos votos e Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% de López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 6 mil votos no momento.

Na quinta-feira (16), a agência EFE informou que a Justiça Eleitoral peruana está analisando mais de 5,2 mil atas impugnadas por apresentarem inconsistências ou irregularidades, o que definirá quem será o adversário de Keiko Fujimori no segundo turno.

Autor: Gazeta do Povo

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