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Vorcaro usou festas de luxo para capturar a República

O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro organizou cerca de 300 eventos de luxo para cooptar autoridades dos três Poderes. Gastos milionários e protocolos de sigilo faziam parte de uma estratégia de proteção ao Banco Master.

Qual era o verdadeiro objetivo desses eventos luxuosos?

Embora parecessem apenas celebrações sociais, o próprio banqueiro admitia em mensagens que as festas eram parte de seu ‘business’. Na prática, serviam como uma ferramenta de captura institucional, criando laços de proximidade e dependência com figuras decisivas do Estado para garantir favorecimento regulatório e impunidade.

O que foi descoberto sobre o chamado Cine Trancoso?

Eram reuniões restritas no sul da Bahia com protocolos rígidos: celulares eram confiscados e havia câmeras ocultas registrando tudo. O banqueiro financiava o transporte de mulheres estrangeiras para esses eventos. Segundo as investigações, a escolha por estrangeiras visava garantir que elas não reconhecessem as altas autoridades brasileiras presentes, reduzindo riscos de vazamentos.

Quanto foi gasto nessas tentativas de influência?

Os valores são astronômicos. Apenas em 2024, estima-se que Daniel Vorcaro tenha gasto cerca de R$ 60 milhões com eventos e mimos para autoridades. Em um episódio específico em Portugal, conhecido como ‘Gilmarpalooza’, os gastos com festas paralelas e jatinhos particulares para transportar convidados de volta ao Brasil somaram milhões de reais.

Quais crimes graves são apontados no relatório?

Além de corrupção e lobby agressivo, o relator Alessandro Vieira destacou indícios de tráfico internacional de pessoas e exploração sexual. A análise sugere que as mulheres estrangeiras eram recrutadas e trazidas ao país para servirem como uma espécie de ‘moeda de troca’ ou vantagem indevida na cooptação do aparato estatal.

Como as autoridades citadas reagiram às acusações?

O STF emitiu nota de repúdio contra a menção de seus ministros, classificando-a como indevida e um desvio de finalidade da CPI. O ministro Gilmar Mendes, um dos citados ao lado de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, chegou a pedir que a Procuradoria-Geral da República investigue o senador Alessandro Vieira por possível abuso de autoridade.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Relatório da CPI mostra como Vorcaro usou 300 festas de luxo para influenciar autoridades

Fonte: Gazeta do Povo

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