A Justiça Federal atendeu, na tarde desta quinta-feira (23), a um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos envolvidos na operação Narco Fluxo. Com isso, os suspeitos de lavagem bilionária de dinheiro com criptoativos seguem presos – alguns deles, artistas muito famosos e com milhões de seguidores.
A PF pediu que fossem mantidas as prisões dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, após eles terem sido contemplados com ordem de soltura em caráter liminar pelo Superior Tribunal de Justiça, mas a PF e, seguida emitiu nova ordem de prisão em seguida, alegando “novos elementos”.
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A defesa de MC Ryan se manifestou dizendo ver com “perplexidade” o caráter extemporâneo do pedido (fora do prazo) do pedido de prisão. Ela ainda não comentou a decisão judicial que mantém a prisão do cliente. A defesa do MC Poze do Rodo não foi encontrada para comentar. Além dos funkeiros, também continua preso o responsável pelo site de fofocas Choquei.
Relembre o caso
O funkeiro Ryan foi preso suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro através de criptoativos que teria movimentado R$ 1,6 bilhão. A prisão ocorreu no âmbito da operação Narco Fluxo, deflagrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Ele foi encontrado em uma casa em Bertioga. Na época da prisão, a defesa disse que não teve acesso aos autos, mas que todas as suas transações são “legítimas”.
Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão temporária, dos 39 emitidos, e 45 de busca e apreensão. Segundo imagens divulgadas pela autoridade e informações já divulgadas, entre as apreensões estão carros de luxo avaliados em R$ 20 milhões, objetos de alto valor, armas e munições, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e um colar dourado com uma imagem do traficante colombiano Pablo Escobar.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam um sistema complexo para ocultação e dissimulação de valores, com destaque para operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O volume financeiro total identificado ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições societárias contra os investigados. A intenção é preservar ativos para possível ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades ilícitas.
Autor: Gazeta do Povo




















