
Com mais de 6 mil contratações formais de estrangeiros em 2026, Curitiba consolida-se como um destino para migrantes e refugiados de países como Venezuela e Cuba. A integração ocorre através de uma rede que une poder público, terceiro setor e empresários locais em busca de dignidade.
Qual é o papel das organizações não governamentais no acolhimento?
Instituições como a ONG ABC Vida servem como porta de entrada para estrangeiros. O trabalho vai além de doações: envolve escuta ativa para entender as demandas de cada família e criar um plano de atendimento individual. Isso inclui desde o auxílio com documentos junto à Polícia Federal até o encaminhamento para programas de aprendizagem e qualificação profissional.
Como a prefeitura de Curitiba atua nessa integração?
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos coordena políticas públicas entre diferentes áreas. Dados mostram 52 mil migrantes cadastrados no sistema de saúde e 5 mil estudantes estrangeiros matriculados na rede de ensino. O município também promove mutirões de emprego com mediação cultural e oferece suporte prático, como roupas para entrevistas e passes de transporte coletivo.
Quais são as principais nacionalidades que buscam a capital paranaense?
Historicamente, o fluxo começou com haitianos e evoluiu para grupos vindos da Venezuela, Afeganistão, Marrocos e Cuba. Esses migrantes buscam em Curitiba a infraestrutura física, a segurança e a qualidade de vida que muitas vezes perderam em seus países de origem devido a crises políticas ou econômicas.
Como o mercado de trabalho local tem recebido esses profissionais?
Empresários locais têm aberto espaço para migrantes, valorizando o comprometimento e a bagagem cultural que trazem. Muitos desses trabalhadores possuem nível técnico refinado e demonstram uma dedicação acima da média por estarem em um processo de recomeço. Exemplos no setor de serviços, como barbearias, mostram equipes multiculturais prosperando na cidade.
Quais são os maiores desafios enfrentados pelos migrantes ao chegar?
No início, a barreira do idioma e a adaptação cultural são os obstáculos mais complexos. No entanto, muitos conseguem superar essas dificuldades em pouco tempo. A existência de serviços públicos eficientes, como o SUS, costuma impressionar positivamente os recém-chegados, facilitando o sentimento de pertencimento e a vontade de se estabelecerem permanentemente.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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