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Atirador de evento com Trump enfrenta acusações na Justiça

Cole Allen, um professor de 31 anos residente na Califórnia, comparecerá nesta segunda-feira (27) a um tribunal federal em Washington, onde se prevê que seja acusado de uso de arma de fogo e agressão a um agente federal, após tentar entrar armado no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA).

As autoridades apontam que ele tinha como alvo o presidente Donald Trump e altos funcionários de seu governo.

O diretor do FBI, Kash Patel, informou em entrevista à Fox News nesta segunda que os investigadores reuniram até o momento e-mails, publicações de redes sociais, entrevistas com testemunhas e conversas com pessoas próximas do atirador, como familiares, amigos e vizinhos, com o objetivo de oferecer um “panorama completo da mentalidade e das intenções” do acusado.

No domingo, o jornal The New York Post divulgou trechos de um suposto manifesto deixado pelo autor do tiroteio a familiares, no qual identificava membros do governo de Donald Trump como alvos. Os investigadores analisam o documento, buscando entender o que motivou o professor a se tornar um potencial assassino.

Fotografia divulgada na conta oficial de Donald Trump na rede social Truth Social, onde aparece o suposto atirador preso por agentes do Serviço Secreto americano no sábado (25), durante o jantar anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca. Crédito: EFE/ @realDonaldTrump (Foto: EFE/ @realDonaldTrump )

O acusado justifica suas ações descrevendo-se como um cidadão que não está disposto a permitir que um “pedófilo, estuprador e traidor” – em possível referência ao presidente Trump, presente no evento – atue em seu nome. Allen especificou que usaria “chumbo em vez de balas sólidas” para evitar que os disparos atravessassem as paredes e atingissem pessoas alheias aos seus alvos.

O líder da Casa Branca disse em entrevista no mesmo dia que a carta deixada pelo agressor revela que ele agiu motivado por “ódio anticristão”, baseando-se em um trecho do manifesto, no qual diz que “oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”.

Autor: Gazeta do Povo

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