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Kimmel rebate Trump por pedir sua demissão

O comediante americano Jimmy Kimmel rebateu na noite desta segunda-feira (27) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, por terem pedido sua demissão devido a uma piada que o apresentador fez a respeito dela ficar “viúva”, comentário feito antes de uma tentativa de assassinato contra o mandatário republicano.

“Não foi, de forma alguma, um incitamento ao assassinato”, disse Kimmel no seu programa de TV na emissora ABC, de propriedade da Disney. “E eles sabem disso. Há muitos anos me manifesto veementemente contra a violência armada, em particular.”

“Concordo que discursos de ódio e violência são algo que devemos rejeitar”, acrescentou o comediante, antes de alfinetar Melania.

“Concordo, e acho que um ótimo ponto de partida para diminuir isso seria conversar com seu marido sobre isso”, afirmou Kimmel.

“Também devo ressaltar que Donald Trump tem o direito de dizer o que quiser, assim como você, eu e todos nós, porque, de acordo com a Primeira Emenda [da Constituição], nós, americanos, temos o direito à liberdade de expressão”, disse o comediante.

Na quinta-feira (23), no seu programa na ABC, Kimmel havia feito uma piada, dizendo que Melania tinha “um brilho como o de uma futura viúva”.

“Foi uma piada leve sobre o fato de ele ter quase 80 anos e ela ser mais jovem do que eu”, disse Kimmel, em referência à diferença de idade entre Trump, que tem 79 anos, e sua esposa, que tem 56.

Após o ataque em um hotel em Washington no sábado (25), quando um homem tentou entrar no salão em que ocorria o Jantar de Correspondentes da Casa Branca para, segundo a acusação, tentar atirar em Trump e outros membros do seu governo, Melania e o presidente pediram a demissão de Kimmel pelo comentário de quinta-feira.

“Chega! É hora da ABC se posicionar. Quantas vezes a direção da ABC vai tolerar o comportamento atroz de Kimmel às custas da nossa comunidade?”, escreveu Melania Trump em um post no Facebook. “Pessoas como Kimmel não deveriam ter a oportunidade de entrar em nossas casas todas as noites para espalhar ódio.”

Já Trump afirmou que o comentário do comediante foi “algo completamente inaceitável. Jimmy Kimmel deveria ser demitido imediatamente pela Disney e pela ABC”.

A Disney ainda não se posicionou sobre o assunto. Em setembro do ano passado, após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, a Disney suspendeu temporariamente o programa de Kimmel devido a comentários do comediante.

“Chegamos a novos pontos baixos no fim de semana, com a gangue MAGA [sigla em inglês para Faça a América Grande de Novo, bordão dos apoiadores de Trump] tentando desesperadamente caracterizar o garoto que assassinou Charlie Kirk como algo diferente de um deles e fazendo tudo o que pode para ganhar pontos políticos com isso”, disse o apresentador.

Após a fala de Kimmel, a Nexstar Media Group, operadora de 32 afiliadas da ABC, disse que interromperia a exibição do programa.

Antes do anúncio da suspensão, o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, havia dito em entrevista ao podcaster Benny Johnson que o comentário de Kimmel representa “a conduta mais doentia possível” e sugeriu que as licenças das afiliadas da ABC poderiam ser revogadas se a Disney não punisse o apresentador.

Autor: Gazeta do Povo

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