
A imprensa internacional repercutiu a votação no Senado realizada na quarta-feira (29) e na qual foi rejeitada a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Foram 34 votos favoráveis à indicação, 42 contrários e uma abstenção. Eram necessários no mínimo 41 votos favoráveis para que a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse aprovada.
O jornal argentino Clarín destacou que Messias “é o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal rejeitado pelo Senado em mais de cem anos” – a última vez que isso havia ocorrido havia sido em 1894.
“Esse revés representa uma dura derrota para Lula e uma vitória para a oposição, representada pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro”, acrescentou o periódico da Argentina.
A agência espanhola EFE afirmou que, “após o anúncio do resultado, a oposição de direita e centro-direita, que controla o Legislativo, comemorou a vitória com gritos de ‘Rejeitado, rejeitado!’”.
“Lula mantém relações tensas com o Legislativo e levou cinco meses para iniciar o processo de votação, a fim de permitir tempo para longas negociações que, no fim, se mostraram infrutíferas”, acrescentou a EFE.
A Reuters disse que a rejeição de Messias representou uma “dura derrota” para Lula. “A indicação de Messias enfrentou oposição de senadores alinhados ao ex-presidente de direita Jair Bolsonaro e de alguns parlamentares próximos a[o presidente do Senado, Davi] Alcolumbre, que havia apoiado o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para o cargo”, afirmou a agência britânica.
A Associated Press, por sua vez, disse que a votação de quarta-feira traduz a relação conturbada de Lula com o Legislativo, ao demonstrar “que o veterano líder não é popular entre muitos parlamentares importantes em sua busca pela reeleição”.
“O presidente do Brasil terá que indicar outra pessoa, que passará pelo mesmo escrutínio antes de uma nova votação no Senado”, afirmou a agência americana.
Autor: Gazeta do Povo








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