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Trump compartilha imagem que mostra Ormuz com seu nome

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na quarta-feira (29) na rede Truth Social uma imagem que mostra o estratégico Estreito de Ormuz, localizado entre os golfos Pérsico e de Omã, com o nome “Estreito de Trump”.

A imagem originalmente havia sido postada por um perfil de apoio ao mandatário americano, chamado Women For Trump.

Apesar de a imagem sugerir que os Estados Unidos controlam Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam antes do conflito dos americanos e de Israel contra os iranianos ter começado, o regime islâmico segue obstruindo a passagem.

Segundo informações da emissora americana NBC, plataformas de monitoramento de tráfego marítimo indicaram que apenas seis embarcações atravessaram Ormuz na quarta-feira. Antes do atual conflito, iniciado em 28 de fevereiro e desde o último dia 7 em um tenso cessar-fogo, cerca de 125 navios cruzavam o estreito diariamente.

Em resposta à obstrução de Ormuz, Trump tem cogitado estender o bloqueio a navios que partem ou seguem para portos do Irã, o que levou Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo Mojtaba Khamenei, afirmar nesta quinta-feira (30) que o regime “responderá”.

“Esse bloqueio não resultou em nada e eles não conseguiram impô-lo. O Oceano Índico é extremamente vasto e podemos atravessá-lo facilmente; já o fizemos”, disse Rezaei, em declarações à emissora estatal iraniana IRIB.

O impasse vem gerando grandes altas no preço do petróleo. Segundo a CNN, o barril do petróleo Brent, referência global, atingiu US$ 126,41 nesta quinta-feira, o maior valor em quatro anos, enquanto o WTI, referência americana, ficou praticamente estável, em US$ 106,7 o barril.

A imprensa americana informou que o Irã deve enviar até sexta-feira (1º) ao Paquistão (mediador nas negociações) um texto revisado da sua proposta de paz.

O plano apresentado no último fim de semana desagradou Trump, pois adiaria a solução do impasse sobre a atividade nuclear do regime islâmico para depois que fossem acertados uma solução para Ormuz e o fim do bloqueio americano a embarcações iranianas.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também disse na segunda-feira (27) que a meta do Irã de manter o controle do estreito após a guerra (controlando o tráfego militarmente e cobrando taxas) é considerada inaceitável pelos EUA.

Autor: Gazeta do Povo

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