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Ministro: PSB lidera reestruturação da esquerda pós-Lula – 01/05/2026 – Painel

Um dos principais integrantes da cúpula do PSB, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, diz que o partido espera se credenciar nas eleições para ser protagonista da esquerda no “pós-Lula”.

“O PSB quer ser a plataforma da reconstrução do campo progressista em 2030, nossa obsessão é essa”, diz ele, que é braço-direito do presidente da legenda, João Campos, e ocupa um cargo na Executiva Nacional.

Junto de Campos, Pereira foi coordenador da estratégia da sigla na recente janela partidária, na qual o PSB ganhou filiados importantes, como a ex-ministra Simone Tebet (Planejamento) e os senadores Rodrigo Pacheco (MG) e Soraya Thronicke (MS).

Na Câmara, o partido subiu de 16 para 20 deputados e no Senado a bancada engordou de 5 para 7 senadores.

“O campo progressista foi muito mal na janela, mas o PSB cresceu em quantidade e qualidade de filiados. Na eleição, vamos chegar a uma bancada de 25 a 30 deputados. Isso nos credencia para liderar um projeto eleitoral em 2030”, afirma Pereira, que chegou ao ministério com a chancela de Campos.

Isso não significa necessariamente, afirma o ministro, que o partido apresentará candidato próprio daqui a quatro anos, algo que não acontece desde 2014. Nas três eleições seguintes, incluindo a atual, os socialistas sempre se coligaram aos petistas.

“O PSB vai se estruturar para o próximo ciclo eleitoral, que será marcado pelo pós-Lula, seja qual for o resultado da eleição. O que importa é que estamos credenciados para termos protagonismo nesse jogo. Um partido que tem João Campos, Rodrigo Pacheco, Geraldo Alckmin e Simone Tebet está preparado para isso”, diz o ministro.

O partido conta com a eleição de Campos como governador de Pernambuco e avalia que, caso isso aconteça, ele inevitavelmente será visto como potencial candidato a presidente em 2030. “Não significa que teremos candidato, mas que estaremos em condições para isso”, afirma Pereira.

Ele critica a articulação política do governo e diz que isso se reflete no fato de não ter conseguido atrair apoios na janela partidária.

“O natural seria que, no fim de um ciclo de governo, depois de um tempo sentado na cadeira, você consiga atrair um pedaço maior dos parlamentares, mas isso não aconteceu”, afirma.


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Autor: Folha

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