O nome do novo programa Desenrola 2.0 vem sendo usado por criminosos para aplicar golpes prometendo “nome limpo em cinco dias” por meio de sites falsos e cobranças antecipadas.
A fraude tem se espalhado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, aproveitando a procura de brasileiros endividados pelas novas modalidades de renegociação anunciadas pelo governo federal.
Os golpistas criam páginas que imitam o visual de plataformas oficiais do Desenrola 2.0 e oferecem supostas soluções rápidas para retirada do nome de cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa. Em muitos casos, os anúncios prometem descontos elevados, aprovação imediata e regularização automática da situação financeira da vítima.
Após o cadastro, os criminosos exigem pagamentos via Pix ou boleto sob a justificativa de “taxa de liberação”, “análise de crédito” ou “ativação do benefício”. Depois da transferência, as vítimas deixam de receber respostas e não conseguem mais acessar os supostos atendentes.
Especialistas em segurança digital alertam que o programa oficial não cobra qualquer valor antecipado para adesão e que renegociações devem ser feitas apenas por canais autorizados de bancos, instituições financeiras ou plataformas oficiais do governo.
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Desenrola 2.0 é mais amplo que o programa original
O novo Desenrola Brasil, relançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, ampliou o alcance do programa original e passou a incluir novos grupos, como estudantes, micro e pequenas empresas, agricultores familiares, aposentados e servidores públicos.
Além dos sites falsos, investigadores identificaram perfis em redes sociais utilizando inteligência artificial para criar vídeos simulando depoimentos de beneficiários satisfeitos. Há também mensagens disparadas em massa afirmando que o CPF da vítima foi “pré-aprovado” para descontos especiais.
Autoridades recomendam desconfiar de promessas de limpeza instantânea do nome, evitar clicar em links enviados por mensagens e confirmar qualquer negociação diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras. Também orientam que consumidores nunca façam pagamentos antecipados para participar do programa.
Autor: Gazeta do Povo




















