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Zeli Silva lança álbum ‘Enfrente’ nesta sexta (15) – 11/05/2026 – Música em Letras

Acontece nesta sexta-feira (15) o lançamento, nas principais plataformas de streaming, do álbum “Enfrente”, do contrabaixista, compositor e arranjador paulistano Zeli Silva, 57.

Contando com mais de 30 anos de carreira o artista tem nove álbuns autorais lançados, sendo três deles, em duo, com o saxofonista Vitor Alcântara: “Voando baixo” (2002- Lua discos), “Em movimento” (2007- Maritaca), “Duo” (2009- independente), “Una” (2014- independente), “Agora é sempre” (2016- independente), “Reviravolta” (2020 – independente), “Acordo” (2023- independente), “Empatia” (2024- independente), e agora, “Enfrente”(2026- Laranja original).

Segundo Zeli Silva, o novo álbum chama-se “Enfrente” por significar um momento de enfrentamento, pessoal, emocional, político e social, refletindo a necessidade de atitude diante dos tempos difíceis e evidentes. “Este álbum diferencia-se dos outros lançados por mim por ser, como o ‘Agora é sempre’ (2017), um álbum de canções, incluindo parcerias com amigos e letristas. São diversas músicas com improvisação vocal, característica da linguagem jazzistica, que é inerente ao meu trabalho.”

O álbum conta com interpretes convidados de diferentes gerações. Entre eles, Filó Machado, as cantoras Tatiana Parra, Dani Gurgel e o cantor Danilo Moraes. “Além deles participam talentos da nova geração: as cantoras Malu Franca, Ligia de Castro e Raquel Bernardes, além do cantor multi-instrumentista Melifona. Sobre as parcerias, com a Dani Gurgel, nas três parcerias nossas do álbum, eu enviei as músicas e ela fez as letras. Já nos casos de Pedro Vicente e Fi Moreau, eu musiquei os poemas deles. A minha única letra fiz sobre a música ‘Cenário’.”

Perguntei ao instrumentista o que o motiva a gravar canções? “No meu caso, sempre fui ligado à canção e tenho em todos meus álbuns, exceto os que gravei em duo, canções gravadas. A ligação vem de tocar violão, cantar e também de gostar de acompanhar no baixo, servir à canção.”

Uma característica importante do trabalho é ter sido gravado em três sessões ao vivo. “Ele traz essa atmosfera do ao vivo. Todas as músicas também foram gravadas, em video, pela Dani Gurgel e equipe Da pá virada. Esses videos, de cada uma das dez músicas, mais um teaser do making off estarão disponíveis no meu canal do You Tube, youtube.zelisilva.”

Zeli Silva disse que ao ouvirem o álbum “Enfrente” as pessoas podem esperar “Uma sincera sintonia musical coletiva em sessões ao vivo, com um time base entrosado e intérpretes convidados escolhidos com carinho. Um repertório feito para essas nuances e encontros musicais”.

Os shows de lançamento do álbum “Enfrente” ainda estão sendo agendados. Enquanto isso leia, a seguir, o faixa a faixa que Zeli Silva preparou para você que lê a Música em Letras.

FAIXA A FAIXA DO ÁLBUM ‘ENFRENTE’, POR ZÉLI SILVA

“Cenário”, de Zéli Silva

Essa é uma canção meditativa que trafega entre o samba canção, a balada e tem a interpretação certeira da cantora Tatiana Parra, que também participa de outras duas faixas. A textura da voz com a flauta baixo de Maiara Moraes soa docemente bem.

“Deserto”, de Zéli Silva e Pedro Vicente

Esse é um samba romântico, interpretado pelo grande mestre Filó Machado, que também faz um lindo improviso vocal. A música eu fiz sobre o poema que está no livro “Lama das galáxias”, do parceiro Pedro Vicente.

“Que seja pra valer”, de Zéli Silva e Dani Gurgel

Essa faixa traz um samba com toques de partido alto e tem a participação da voz grave e marcante da Malu Franca. A linha de baixo da introdução marca o partido alto e foi o ponto inicial da criação.

“Lisa e Lina”, de Zéli Silva e Fi Moreau

Aqui temos uma valsa que vira um samba em 3/4, foi feita sobre o poema incluído no livro do parceiro “A flor lilás”. A interpretação é da jovem talentosa cantora Ligia de Castro. A música, por ter diferentes sessões e mudanças de andamento, soa como uma suíte.

“Sinuosa”, de Zéli Silva e Dani Gurgel

Mais um samba, mas neste caso é um samba choro com toques de latinidade. Destaca-se o mapa surpreendente e sinuoso do arranjo e os solos de piano, guitarra e flauta, além da interpretação da Tatiana Parra.

“Pipoca”, de Zéli Silva e Pedro Vicente

Aqui temos um blues canção feito sobre o poema do autor, onde o cantor multi-instrumentista Melifona canta e faz improviso vocal com a referência de um trompete. A letra desta música é bem musical.

“Seta”, de Zéli Silva

Esta é a única música sem letra do álbum. Ela é um 7/4 com um ar latino americano. A melodia tem o vocalize da Tatiana Parra, flauta e a sanfona de Daniel Grajew. Destaque para as texturas musicais em diferentes sessões e para os improvisos da flautista Maiara Moraes e do violonista Danilo Silva.

“Espiral”, de Zéli Silva e Dani Gurgel

Outro samba, mas que foi interpretado pela co-autora. Com uma letra inspirada, o arranjo contempla solos de guitarra, violão, baixo, piano e bateria, funcionando como uma apresentação da banda.

“Preâmbulo”, de Zéli Silva e Fi Moreau

Fiz essa música sobre o poema do autor. Ela é um groove em 7/4 com uma harmonia modal. A letra singela é interpretada por Raquel Bernardes e destaca se no arranjo os solos das duas guitarras de Adauto Dias e Danilo Silva.

“Epílogo”, de Zéli Silva e Pedro Vicente

Esta também foi feita sobre o poema do autor. Essa música tem uma pegada mais pop, com referência indireta ao Djavan, e tem a interpretação do talentoso Danilo Moraes.

Autor: Folha

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