
Pequenas queijarias do Paraná e de Santa Catarina superaram produtores de 30 países no Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo. Com inovação e respeito ao clima local, a região consolidou-se como referência internacional, levando o prêmio principal pela segunda vez consecutiva em 2026.
Qual foi o principal queijo premiado e de onde ele vem?
O grande campeão mundial foi o Reserva do Vale, produzido pela Queijos Possamai, uma empresa familiar de Pouso Redondo, em Santa Catarina. Esse queijo autoral passa por 12 meses de maturação e se destaca pelo uso exclusivo de leite da própria fazenda, ordenhado ao amanhecer, o que garante um sabor único com notas de amêndoas e caramelo.
Como o clima da região Sul ajuda na produção desses queijos?
O clima frio e úmido da região é um aliado natural. Essas condições favorecem a ‘cura’ (o tempo de descanso e amadurecimento) de forma mais controlada, evitando defeitos e sabores rançosos. Esse conjunto de fatores ambientais, somado ao solo e ao manejo humano, é chamado de ‘terroir’, garantindo que o queijo tenha características que não podem ser copiadas em nenhum outro lugar.
Quais foram os destaques do estado do Paraná na competição?
O Paraná conquistou quatro selos ‘Super Ouro’, o nível máximo de qualidade. Entre os premiados estão o queijo Maturado Abaporu, de Toledo; o tipo gouda da Cooperativa Witmarsum, de Palmeira; e os queijos Frescal Deleite e Vale do Heimtal, ambos de Londrina. O estado também garantiu o segundo e terceiro lugares na categoria ‘Campeão dos Campeões’.
O que explica a alta qualidade do leite produzido nesses estados?
A tradição da colonização europeia trouxe uma cultura forte de manejo do leite. Em Santa Catarina, a altitude ajuda na estabilidade microbiológica do leite. No Paraná, o setor é impulsionado por tecnologia e assistência técnica, como as parcerias entre o Biopark e o IDR, que ensinam famílias rurais a produzirem queijos finos com alto valor agregado, que podem custar até três vezes mais que um queijo comum.
Por que premiações internacionais são importantes para os pequenos negócios?
O reconhecimento mostra que pequenas agroindústrias familiares podem alcançar padrões de qualidade internacionais. Além do prestígio, certificações como o Sisbi-POA permitem que esses produtores vendam seus queijos para todo o Brasil, estruturando melhor o negócio, mantendo controles rígidos de segurança alimentar e atraindo consumidores que buscam produtos exclusivos e com história.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
- Pequenos negócios e padrão internacional põem Sul do Brasil no topo da queijaria mundial
Autor: Gazeta do Povo








.gif)












