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Lula diz esperar que Trump se associe ao Brasil por terras raras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que espera dos EUA uma sociedade com o Brasil na exploração de minerais de terras raras. Em um evento em Campinas, no qual realizou a entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, o petista destacou a urgência de o Brasil alcançar um status de soberania tecnológica e conhecimento pleno de suas riquezas naturais na “era das terras raras e dos minerais críticos”.

Em sua fala, Lula destacou que o país conhece “apenas 30%” do potencial de seu imenso território e propôs a utilização do superlaboratório Sirius para acelerar o mapeamento de 100% do solo nacional. Segundo o presidente, o uso da ciência e da inteligência de ponta é fundamental para dar um salto de qualidade em um curto espaço de tempo.

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“Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos e não sei das quantas, e o Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem nesse seu território imenso. E vai ter que fazer um levantamento de 100% do Brasil. Eu estava pensando: o que o Sirius pode contribuir para fazer por gente? Porque, se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito. A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência de vocês para a gente dar um salto de qualidade e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faz com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui”, afirmou.

Discurso da soberania

A defesa de um projeto de desenvolvimento nacional focado na valorização dos ativos brasileiros e na soberania científica é vista pelo espectro da esquerda como um trunfo contra adversários. Em seus materiais, aliados de Lula têm subido o tom contra a oposição, acusando-a de tentar “entregar o Brasil” e o seu patrimônio ao capital estrangeiro. Ele reafirmou que não haveria preferência por um país específico na busca de parcerias.

“Não temos veto, preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenha consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, declarou.

Ao contrapor a sua agenda de investimentos em pesquisa e inovação com o modelo defendido pelos rivais, o mandatário reforça a narrativa de que o seu governo atuaria para proteger as riquezas do país, enquanto a direita buscaria a submissão aos interesses externos, em especial dos EUA. Em seu encontro recente com Trump, na Casa Branca, Lula declarou que o espaço americano para investimentos foi ocupado pela China.

Autor: Gazeta do Povo

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