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Trump irrita China ao cogitar diálogo com líder de Taiwan

A China instou os EUA a não enviarem “sinais errados” às forças pró-independência de Taiwan e a lidarem com a questão da ilha com “extrema prudência”, após o presidente Donald Trump cogitar uma reunião com o presidente taiwanês, William Lai.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Guo Jiakun, afirmou em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (21) que o regime chinês se opõe a contatos oficiais entre Washington e Taipei, bem como à venda de armas para a ilha autogovernada.

Em contrapartida, a ditadura de Xi Jinping solicitou aos EUA agilidade na implementação de acordos alcançados durante o recente encontro entre Trump e o líder chinês em Pequim, e que “honrem os compromissos e declarações” feitos anteriormente sobre a questão de Taiwan.

As novas declarações surgem um dia depois de Trump ter afirmado que estaria disposto a conversar com Lai antes de tomar uma decisão sobre uma possível venda de armas para a ilha e ter assegurado que Washington trabalharia para resolver a “questão de Taiwan”.

De Taipei, o governo taiwanês sinalizou que Lai também está disposto a manter conversas com o presidente americano. A China considera Taiwan uma “parte inalienável” e uma “linha vermelha” nas discussões de política externa. O país não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha.

Por mais de sete décadas, os EUA estiveram no meio das disputas entre os dois lados, já que Washington é o principal fornecedor de armas de Taiwan e, embora não mantenha relações diplomáticas com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com Pequim.

Autor: Gazeta do Povo

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