quarta-feira, maio 27, 2026
16.3 C
Pinhais

CCJ mantém processo de cassação de Renato Freitas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) manteve o parecer favorável à perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT) nesta terça-feira (26). O relator da matéria, deputado Luiz Fernando Guerra (Novo), rejeitou o recurso da defesa que pedia a anulação do processo conduzido pelo Conselho de Ética.

Receba as principais notícias do Paraná pelo WhatsApp

O julgamento foi adiado para a próxima terça-feira (2), após o pedido de vista dos deputados Ana Júlia (PT) e Arilson Chiorato (PT). Guerra explicou, em seu voto, que a competência da CCJ se restringe à análise técnica do caso, sem entrar no mérito das acusações.

Segundo o relator, a defesa apresentou dez pontos de nulidade e outros três sobre o mérito, mas nenhum comprovou prejuízo real ao deputado. O relator da matéria concluiu que o Conselho de Ética seguiu rigorosamente o Regimento Interno e o Código de Ética da casa, ampliando os prazos e garantias de defesa.

Com isso, Guerra validou o parecer do relator original do deputado Márcio Pacheco (Republicanos).

VEJA TAMBÉM:

  • Deputado estadual Renato Freitas

    Deputado estadual do PT vira réu por calúnia e difamação no Paraná

Defesa de Renato Freitas tenta trocar relator e critica atuação da CCJ

Antes da votação, o advogado de Renato Freitas, Edson Vieira Abdala, tentou trocar o relator do caso. Ele alegou que Guerra seria parcial por pertencer ao mesmo partido de um dos deputados que assinam a denúncia.

O presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD), rejeitou o pedido, justificando que Guerra é membro da comissão e não participou da fase anterior do processo no Conselho de Ética.

A defesa também criticou a falta de profundidade da análise e apontou que a CCJ não tem regras claras para julgar a perda de mandatos. Sobre isso, o advogado citou uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que reconhece que Renato Freitas não estava exercendo a função de deputado no momento da briga.

VEJA TAMBÉM:

  • Assinado o Código de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

    Legislativo do PR celebra Código de Ética que livra deputados por acordos em casos de corrupção

Briga com manobrista motivou pedido de cassação contra Freitas

O processo apura a quebra de decoro parlamentar devido a uma briga corporal envolvendo Renato Freitas e um manobrista, ocorrida no Centro de Curitiba em novembro de 2025. O episódio foi registrado por câmeras de segurança e celulares.

A denúncia é de autoria dos vereadores de Curitiba Bruno Secco (Novo), Eder Borges (Novo), Guilherme Kilter (Novo) e Tathiana Guzella (PL), além dos deputados Fábio de Oliveira (Novo), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL).

Durante a tramitação do processo no Conselho de Ética, a oposição tentou reverter a cassação. O deputado Doutor Antenor (PT) apresentou um voto em separado sugerindo uma pena mais branda, como a suspensão temporária do mandato. Ele argumentou que o relator Márcio Pacheco era suspeito porque costumava criticar Freitas nas redes sociais. O voto do petista foi rejeitado.

Em depoimentos, o manobrista e testemunhas de defesa deram versões conflitantes sobre o início da confusão. Renato Freitas alega que agiu em legítima defesa para proteger a família após uma provocação do trabalhador.

Autor: Gazeta do Povo

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas