A direita brasileira consolidou o liberalismo como discurso comum para as eleições de 2026. Embora nomes como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos defendam a responsabilidade fiscal, eles divergem sobre o nível de intervenção do Estado em áreas estratégicas.
Qual é a proposta econômica de Flávio Bolsonaro?
O senador adota um liberalismo pragmático, buscando herdar o legado de Paulo Guedes. Sua pauta foca em uma nova âncora fiscal baseada na trajetória da dívida pública, privatizações e na digitalização da máquina pública para cortar gastos. Ele defende a manutenção de programas sociais, argumentando que o equilíbrio das contas evita a inflação, que é o que mais prejudica os pobres.
Como Romeu Zema pretende reorganizar o Estado?
Zema apresenta o programa mais radical em termos de privatizações e redução do Estado. Filiado ao Novo, ele propõe uma reforma da Previdência permanente com ajuste automático de idade, a privatização total de estatais e a expansão de parcerias com a iniciativa privada em saúde e educação. Para ele, o governo deve primeiro definir quanto pode arrecadar para depois decidir o que gastar.
Por que Ronaldo Caiado é considerado um moderado nesse campo?
O governador de Goiás prefere o caminho da austeridade sem abrir mão de um Estado forte em setores que considera essenciais. Sua visão econômica foca no fortalecimento do setor produtivo, como o agronegócio, e em investimentos em infraestrutura e logística. Ele não defende o estado mínimo absoluto, mas sim uma coordenação estatal eficiente e o combate rigoroso ao endividamento público.
O que diferencia a plataforma econômica de Renan Santos?
Renan traz uma visão heterodoxa, que mistura choque liberal com nacionalismo tecnológico. Ele se inspira em reformas rápidas e profundas, como as de Javier Milei na Argentina, defendendo a flexibilização da CLT e autonomia total do Banco Central. Por outro lado, opõe-se à privatização da Petrobras, por considerá-la estratégica para a soberania nacional.
Existe um consenso real entre os candidatos da direita?
O consenso existe apenas na linguagem liberal de defesa do mercado e da responsabilidade fiscal. As divisões aparecem no papel das estatais e nos subsídios. Enquanto alguns buscam o Estado mínimo, outros ainda mantêm traços do nacionalismo econômico ou do desenvolvimentismo, mostrando que a direita atual abriga correntes econômicas variadas e, por vezes, contraditórias.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo




















