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Copa: Cansado, Ancelotti diz que espera evolução do Brasil – 23/06/2026 – Esporte

Carlo Ancelotti chegou cansado ao Hard Rock Stadium, na noite de terça-feira (23). Após um atraso de quase três horas no voo da seleção brasileira de Newark, em Nova Jersey, para Miami, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tentou cancelar sua protocolar entrevista de véspera de jogo, mas não conseguiu convencer a Fifa (Federação Internacional de Futebol).

O italiano, então, sem esconder o desgaste, falou sobre sua expectativa para o confronto com a Escócia, na noite de quarta, pelo Grupo C da Copa do Mundo. Após uma apresentação ruim no empate por 1 a 1 com Marrocos e uma melhora no triunfo por 3 a 0 sobre o frágil Haiti, ele quer manter a curva de crescimento.

“Temos um compromisso muito grande de melhorar neste Mundial. Não começamos bem, o segundo jogo foi melhor, e somos conscientes de que o terceiro jogo deve ser melhor. Se fizermos um bom jogo, estaremos em uma boa posição para os mata-matas que chegarão”, afirmou o comandante.

Para ele, o futebol apresentado no primeiro tempo do duelo com o Haiti serve de base. “Gostei muito da primeira parte, porque teve qualidade, efetividade na frente. Queremos de novo ter qualidade no meio-campo, uma boa saída. Uma confirmação do que mostramos naquela primeira parte pode ser muito bom para nós.”

Ancelotti demonstrou respeito pela Escócia, “uma equipe bem organizada, que joga habitualmente no 4-4-2, com muitas bolas longas”. Citou nominalmente os meias McTominay e McGinn e apontou que, diante de um adversário forte fisicamente que faz uso constante de cruzamentos, será necessário ter atenção às jogadas aéreas.

Sobre a escalação a ser adotada, manteve o padrão de mistério que tem adotado desde o início do Mundial. Sem o atacante Raphinha, disse ter “uma ideia bem clara” de quem será o substituto, sem indicá-lo. Questionado especificamente sobre Rayan, fez elogios vagos. O favorito para a vaga é o driblador Luiz Henrique.

O italiano, por fim, foi questionado sobre a experiência de dirigir o Brasil em uma Copa do Mundo. Deu uma resposta simpática, antes de encerrar a entrevista e partir para o hotel da delegação verde-amarela.

“É uma honra estar no banco da seleção. É uma experiência viva. Muito feliz. Creio que até hoje estava perfeito, tivemos um pouco de problema. Vai ser bonito, passe o que passe. Temos confiança de que pode ser um bom Mundial para nós, mas no futebol tudo pode acontecer. Independentemente disso, vai ser uma experiência muito bonita”, disse.

“Mesmo que eu tenha que fazer uma coletiva de imprensa às nove da noite.”

Autor: Folha

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