O confronto da primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo entre Argentina e Cabo Verde colocará frente a frente o atacante Lionel Messi, artilheiro do torneio com cinco gols, e o goleiro Vozinha, cujas grandes atuações garantiram os empates da seleção estreante contra os campeões mundiais Espanha e Uruguai.
O encontro entre o camisa 10 da alviceleste de 39 anos e o arqueiro que tornou-se sensação das redes sociais de 40 —ambos fazem aniversário em junho— acontece na próxima sexta (3), no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.
Ao longo da história quase centenária do torneio de seleções da Fifa (Federação Internacional de Futebol) desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai, grandes confrontos entre goleiros e atacantes ficaram marcados na memória dos torcedores.
A defesa de Gordon Banks em cabeçada de Pelé, na Copa de 1970, e as de Guillermo Ochoa contra o Brasil, na de 2014, estão entre as atuações comumente citadas entre as maiores de goleiros em Copas do Mundo.
Do lado dos atacantes, destacam-se os dois gols de Ronaldo sobre o arqueiro alemão Oliver Kahn, na final de 2002, em Yokohama.
Relembre alguns dos grandes embates de goleiros e atacantes na história do Mundial
Gordon Banks x Pelé (1970)
Um dos duelos mais famosos da história das Copas rendeu ao goleiro inglês o título da “defesa do século”, ao conseguir impedir que a cabeçada firme do Rei do Futebol, para baixo, entrasse em seu canto direito, em duelo válido pela fase de grupos, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, no México.
O lance acabou eternizado pela agilidade do goleiro para conseguir mudar a direção do corpo e tocar na bola com a mão direita a tempo, fazendo-a quicar por cima do travessão. O próprio Pelé reconheceu depois que chegou a comemorar o gol.
O goleiro foi vazado naquela partida no início do segundo tempo, com Jairzinho completando para o fundo das redes após assistência de cabeça de Pelé de dentro da grande área.
Ronaldo x Oliver Kahn (2002)
O goleiro alemão chegou à final com a moral elevada, considerado o melhor de sua posição no torneio e tendo sofrido apenas um gol ao longo de toda a campanha até a decisão, com grandes atuações contra Estados Unidos e Coreia do Sul na fase eliminatória.
No entanto, falhou logo no primeiro gol da seleção brasileira, no Estádio de Yokohama, soltando a bola nos pés de Ronaldo ao não conseguir segurar chute de Rivaldo. Também não pôde fazer nada para impedir o segundo, em nova jogada que contou com a participação de Rivaldo, como corta-luz, e terminou com chute colocado de Ronaldo.
Mesmo assim, Kahn acabou eleito o melhor jogador daquele Mundial e é o único goleiro vencedor da Bola de Ouro na história da Copa. Ronaldo ficou em segundo lugar na premiação.
Guillermo Ochoa x Neymar (2014)
Em sua sexta Copa do Mundo em 2026, o goleiro mexicano recordista de participações no torneio —ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo— é até hoje bastante lembrado por sua atuação contra o Brasil há 12 anos, na segunda partida da fase de grupos, na Arena Castelão, em Fortaleza, que terminou 0 a 0.
Ochoa conseguiu segurar uma cabeçada certeira de Neymar no primeiro tempo que recebeu, inclusive, comparações com a defesa realizada por Gordon Banks contra Pelé.
O goleiro ainda defenderia no segundo tempo mais um chute forte de Neymar de dentro da área, além de mais uma cabeçada à queima-roupa de Thiago Silva. Foi eleito o melhor da partida.
Thibaut Courtois x Neymar (2018)
O goleiro de quase 2 metros de altura (1,99m) do Real Madrid foi um dos grandes responsáveis pela eliminação do Brasil no duelo de quartas de final da Copa do Mundo na Rússia.
Com o time dirigido por Tite em busca do empate após ir para o intervalo com uma desvantagem de 2 a 0, gols de Fernandinho (contra) e Kevin De Bruyne, Courtois fez uma série de intervenções importantes ao longo do segundo tempo que garantiram a vitória. Foi vazado apenas uma vez, em cabeçada de Renato Augusto.
Suas defesas mais lembradas naquela partida aconteceram em um chute cruzado de Philippe Coutinho e em uma batida colocada de Neymar da entrada da grande área que buscava o ângulo esquerdo do gol, já nos acréscimos do segundo tempo.
Emiliano “Dibu” Martínez x Randal Kolo Muani (2022)
Na decisão no Qatar há cerca de quatro anos entre Argentina e França, no Lusail, com a partida empatada em 3 a 3, o carismático goleiro argentino do Aston Villa conseguiu uma grande defesa nos acréscimos da prorrogação que levou o jogo para a disputa de pênaltis.
Aos 123 minutos de partida, no último lance antes do apito final, a seleção francesa recuperou a bola, Kolo Muani recebeu lançamento na entrada da grande área e ficou cara a cara com Dibu. O atacante finalizou forte, buscando o canto direito do gol, mas parou em uma grande defesa de puro reflexo do arqueiro argentino com a perna esquerda.
Na disputa de pênaltis, Martínez ainda defendeu a cobrança de Kingsley Coman, no canto direito, e, com suas provocações, conseguiu desestabilizar Aurélien Tchouaméni, que acabou chutando por cima do travessão.
Autor: Folha








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