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Irã rebate Macron e diz que vai desminar Ormuz sozinho

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse nesta segunda-feira (29) que o país persa realizará sozinho as operações de retirada de minas navais do Estreito de Ormuz.

A afirmação foi uma resposta ao presidente da França, Emmanuel Macron, que havia declarado que seu país e Omã se articulariam com parceiros para realizar essa tarefa.

“A remoção de minas é realizada exclusivamente pelo Irã, e não por qualquer outro país; fundamentalmente, não permitimos tal coisa”, disse Gharibabadi em post no X. “A situação é sensível e complexa. Aconselhamos fortemente a França a não complicá-la ainda mais com suas provocações.”

A desminagem de Ormuz está prevista no Memorando de Islamabad, assinado por Estados Unidos e Irã no último dia 17 e que estabeleceu diretrizes para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro.

Embora o estreito, por onde cerca de 20% do petróleo mundial transitava antes do conflito e que foi bloqueado quase totalmente pelo Irã nos últimos meses, tenha sido reaberto após a assinatura do memorando, o documento afirma que a retomada do tráfego em níveis pré-guerra ocorrerá somente após a remoção de “obstáculos técnicos e militares” e a desminagem.

A gestão de Ormuz é um dos pontos mais tensos nas negociações para encerrar definitivamente o conflito e motivou trocas de ataques pontuais entre EUA e Irã no fim de semana, depois que o regime islâmico atacou um navio comercial perto de Omã na quinta-feira (25).

A próxima rodada de negociações entre Teerã e Washington segue indefinida. Segundo a agência Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, está enviando seu genro, Jared Kushner, e seu enviado especial, Steve Witkoff, para novas negociações no Catar esta semana.

Porém, o Irã disse apenas que enviaria uma delegação técnica ao país árabe, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que isso não tem “nenhuma relação” com a chegada dos americanos e que não havia negociações agendadas entre as duas partes.

Autor: Gazeta do Povo

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