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Copa: Com mais dribles, Portugal não evita eliminação – 06/07/2026 – Esporte

A seleção de Portugal caiu nesta segunda-feira (6) diante da Espanha pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Mais dribladores do que em 2022, os lusos não evitaram a eliminação que marca a despedida do craque Cristiano Ronaldo dos Mundiais da Fifa.

Na comparação com a Copa do Qatar, Portugal investiu mais nas jogadas individuais para tentar vencer os marcadores e chegar à meta adversária. A presença de jogadores rápidos como Vitinha, Rafael Leão e João Félix —além do astro da camisa 7— ajuda a explicar o aumento nas fintas e dribles.

A média por partida mais que dobrou em 2026: foram 20,4 dribles contra os 9,8 da última edição. Em números absolutos, os lusos driblaram 102 vezes neste ano. Em 2022, foram 49 ações dessa natureza.

Coube ao atacante Rafael Leão a liderança nesse quesito, com 11 dribles, seguido por Nuno Mendes (7), João Cancelo (6) e João Félix (5).

Nas duas participações, os portugueses fizeram cinco jogos. Há quatro anos, foram três na fase de grupos, um nas oitavas de final e outro pelas quartas de final. Neste ano, a Fifa ampliou para 48 o número de países que disputam a Copa e adicionou uma fase eliminatória de 32 seleções, antes das oitavas.

Em 2026, foram as mesmas cinco exibições lusitanas: três na primeira fase, um na fase de 32 e o último, válido pelas oitavas, contra os espanhóis.

TEM MAIS

O goleiro português também trabalhou mais neste ano. Foram 19 defesas de Diogo Silva nesta edição contra as 11 praticadas por ele mesmo na Copa de 2022. O guarda-metas foi decisivo na vitória por 2 a 1 contra a Croácia, pela fase de 32. Foram cinco intervenções na partida.

Costa também brilhou contra a Colômbia com seis defesas e segurou o empate sem gols, ainda na fase de grupos. As duas exibições ilustram como se deu o aumento de 72% nas participações bem-sucedidas do arqueiro lusitano.

O toque de bola —importante na transição da defesa ao ataque— também apresentou leve melhora. Em média, Portugal trocou 516 passes certos por jogo em 2026. No Qatar, o número foi de 498. A diferença, no entanto, é modesta, cerca de 3% mais alta. Vitinha, Veiga e Neves foram os líderes na articulação das jogadas, com 380, 322 e 245 passes certos, respectivamente.

NEM TUDO MELHOROU

Apesar de ter passado a bola com mais precisão, os portugueses criaram menos chances neste ano. Foram 2,4 chances criadas por jogo no último Mundial contra 2 nesta edição. Isso significou 17% a menos de possibilidade para Portugal mudar o placar a seu favor.

Além de criar menos, os lusos foram menos eficientes. Os jogadores perderam mais oportunidades claras de gol nesta edição do que em 2022. Foram sete boas chances perdidas na última Copa, ante dez perdidas na atual. A média foi de 1,4 por jogo no Qatar contra 2 neste ano.

A combinação entre criação e eficiência menores no setor ofensivo ajuda a explicar a eliminação nas oitavas, diante da Espanha, que criou mais ao longo da partida e matou o jogo no finalzinho.

Autor: Folha

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