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Argentina encara Suíça buscando adiar período pós-Messi – 10/07/2026 – Esporte

A Argentina enfrenta a Suíça neste sábado (11), às 22h, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, ainda dependente de Lionel Messi e tentando adiar a despedida do camisa 10 dos Mundiais.

Aos 39 anos, o craque participou diretamente de 9 dos 14 gols da equipe na competição. O desempenho, numericamente semelhante ao da Copa de 2022, no Qatar —quando somou sete gols e três assistências—, reforça a dependência da seleção em relação ao ídolo argentino.

A Suíça, por sua vez, tenta ir além do que conseguiram Cabo Verde e Egito, adversários que dificultaram a trajetória argentina na fase de 32 equipes e nas oitavas de final. Se avançar, a equipe europeia chegará pela primeira vez às semifinais de uma Copa do Mundo.

Os argentinos chegam embalados por uma dramática vitória sobre o Egito. A equipe perdia por 2 a 0 até os 33 minutos do segundo tempo, quando iniciou a reação e virou para 3 a 2. Na fase de 32, também sofreu para eliminar a estreante Cabo Verde, vencendo por 3 a 2 na prorrogação.

Nas duas partidas, Messi foi decisivo. Em comparação com a Copa do Qatar, o argentino participa menos da construção das jogadas, mas finaliza mais e com maior precisão neste Mundial.

Na campanha do título de 2022, o camisa 10 teve média de 49,6 passes, 4,6 finalizações e 2,6 chutes certos por partida. Na Copa da América do Norte, registra 38,6 passes, 5,8 finalizações e 3,4 chutes certos por jogo, considerando as partidas até as oitavas de final.

Não à toa, a “Messidependência” voltou a ser tema no ambiente da seleção argentina, especialmente diante das atuações discretas de jogadores apontados como protagonistas de uma futura geração, como Lautaro Martínez, Julián Álvarez e Enzo Fernández.

O confronto contra a Suíça, portanto, coloca a Argentina diante da missão de manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo e prolongar a trajetória de Messi em Copas do Mundo.

“Messi é especial. Pela seleção e por ele, damos tudo, até o que não temos. Queremos que ele chegue à final”, afirmou o meio-campista Leandro Paredes após a vitória sobre o Egito.

“Não há muitas palavras para descrever a Copa do Mundo que o Messi está fazendo. É impressionante”, disse Julián Álvarez. “Tentamos acompanhá-lo e aproveitar cada momento ao lado dele. É uma lenda. O melhor jogador do mundo.”

Do lado suíço, o objetivo é alcançar a melhor campanha da história da seleção. A equipe voltou às quartas de final pela primeira vez em 72 anos e, se eliminar a atual campeã mundial, superará as campanhas de 1934, 1938 e 1954.

Os europeus não contarão com Johan Manzambi, responsável por três dos nove gols da equipe na competição, além de duas assistências. O meia sofreu uma lesão no joelho durante um treinamento antes do duelo com a Colômbia.

Mesmo sem o jogador, a Suíça eliminou os colombianos nos pênaltis nas oitavas de final, depois de empate sem gols. Na fase de 32, havia derrotado a Argélia por 2 a 0.

Suíça e Argentina se enfrentaram duas vezes em Copas do Mundo, ambas com vitória dos sul-americanos. Em 2014, no Brasil, os suíços perderam por 1 a 0 na prorrogação, pelas oitavas de final. Em 1966, no Mundial da Inglaterra, foram derrotados por 2 a 0 na fase de grupos.

Questionado sobre o confronto deste sábado, o técnico Murat Yakin afirmou que enfrentar os sul-americanos “será uma oportunidade única”. “No entanto, vimos que a Argentina não é invencível.”

O vencedor enfrentará quem avançar de Noruega e Inglaterra na semifinal, marcada para terça-feira (14), às 16h.

Autor: Folha

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