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a disciplina japonesa na Blue Tree Hotels

A empresária japonesa naturalizada brasileira Chieko Aoki comanda a Blue Tree Hotels com um modelo que une rigor japonês e hospitalidade. Em um cenário de juros altos e carga tributária elevada no Brasil, a rede mantém crescimento de 12% ao ano e planeja chegar a 30 unidades em 2027.

Quem é a fundadora da Blue Tree Hotels e qual sua trajetória?

Chieko Aoki nasceu no Japão e veio para o Brasil aos sete anos. Formada em Direito pela USP, ela entrou no setor hoteleiro para auxiliar os negócios do marido. Após presidir redes internacionais como Caesar Park e Westin, fundou a Blue Tree Hotels em 1997, motivada pelo desejo de preservar sua equipe e a cultura de trabalho que havia construído após uma reestruturação nas marcas em que atuava.

O que é o conceito omotenashi aplicado pela rede?

O omotenashi é a essência da hospitalidade japonesa, baseada em respeito, gentileza e antecipação das necessidades do cliente com a ‘alma’. Chieko Aoki desenvolveu seu modelo de negócio sobre um tripé que combina processos de gestão americanos, a elegância do serviço europeu e essa atenção humana típica do Japão. Para ela, como muita coisa é malfeita no Brasil, entregar um serviço bem-feito se torna uma grande vantagem competitiva.

Como a rede sobreviveu a períodos de instabilidade econômica?

Ao fundar a Blue Tree em 1997, Chieko enfrentou juros acima de 40% e inflação instável. Para contornar a falta de crédito bancário barato, ela adotou parcerias de administração: a Blue Tree oferece a inteligência e o gerenciamento, enquanto investidores parceiros são os donos dos prédios. Isso permitiu expandir a marca sem comprometer o caixa da empresa com a compra de imóveis caros.

Quais tecnologias Chieko Aoki utiliza para enfrentar o custo Brasil?

A empresária aplica o conceito ‘high tech, high touch’, que usa a tecnologia para liberar as pessoas para o cuidado humano. Um exemplo é o sistema de inteligência artificial Musashi, que automatiza a coleta de dados comerciais. Essa economia em processos internos permite que a rede direcione mais dinheiro para o treinamento de funcionários, como o programa Árvore da Alma, que já capacitou 1,3 mil colaboradores.

Quais os planos de expansão e modernização da rede?

Atualmente com 22 hotéis, a Blue Tree Hotels foca em crescer em polos de agronegócio e ecoturismo, como Sorriso (MT) e Ribeirão Claro (PR). Entre 2023 e 2025, 33% das unidades passaram por processos de ‘retrofit’, que são reformas de modernização para manter os prédios atualizados e competitivos diante das grandes redes internacionais que operam no país.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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  • Fazer bem feito: a imigrante que usou disciplina japonesa para erguer uma rede de hotéis

Autor: Gazeta do Povo

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