terça-feira, julho 21, 2026
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a disputa pelo governo no Maranhão

Para as eleições de outubro, não é em todos os estados em que a lógica da polarização — entre candidatos locais de esquerda atrelados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou de direita ligados ao principal pré-candidato presidencial da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) — prevalece. A tendência nacional não é tão simples dentro da disputa política entre clãs locais. O Maranhão, por exemplo, representa um destes casos.

Com o período das convenções partidárias, que devem definir candidatos e coligações para as eleições deste ano, deve ser encaminhada no Maranhão aquela que tem tudo para ser uma disputa familiar de perfil mais centrista, entre o candidato governista do MDB e a oposição aglomerada em torno do candidato do PSD — pelo menos no cenário indicado até agora seja pelas pesquisas de intenção de voto como pela movimentação dos pré-candidatos locais. As convenções tiveram início na última segunda-feira (20) e podem ser realizadas até o dia 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral.

No pano de fundo está o rompimento do atual governador, Carlos Brandão (sem partido e ex-PSB), com seu ex-aliado e padrinho político, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o vice, Felipe Camarão (PT). Brandão decidiu continuar no cargo até o fim do mandato, que termina em dezembro de 2026, para não abrir espaço para que Camarão fosse candidato a governador com a máquina na mão.

Vagas ao TCE pesaram em rompimento entre Carlos Brandão e Flávio Dino

Brandão deve apoiar a candidatura de Orleans Brandão (MDB), ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas e sobrinho dele. O atual governador era vice de Dino e assumiu o governo maranhense quando o atual ministro deixou o cargo para concorrer ao Senado nas eleições de 2022.