
O papa Leão XIV publicou nesta sexta-feira (29) sua primeira encíclica, alertando sobre o uso da IA na educação e na família. O pontífice defende que a tecnologia deve ser usada com moderação para evitar a perda do pensamento crítico e o isolamento dos jovens no mundo digital.
Qual é o foco principal do alerta do papa sobre a IA?
O foco é a necessidade de educar as pessoas para saberem quando e por que não usar a inteligência artificial. O pontífice argumenta que a rapidez da tecnologia pode sufocar a capacidade humana de fazer perguntas profundas e buscar a verdade Além disso, ele destaca que toda tecnologia acaba moldando o comportamento e a mente de quem a utiliza.
Como a inteligência artificial pode prejudicar o aprendizado dos jovens?
Segundo o líder da Igreja Católica, a facilidade em obter respostas prontas gera uma cultura de imediatismo. Isso acaba causando cansaço, tédio e falta de esforço para entender a realidade. Ele sugere que o aprendizado real exige paciência e tempo, algo que a ‘máquina perfeita’ tenta substituir, fazendo o pensamento humano parecer desnecessário.
Quais são os perigos da exposição precoce às telas?
O uso de dispositivos móveis sem supervisão desde cedo pode prejudicar o sono, a atenção e o controle das emoções. O papa alerta ainda para riscos maiores, como o vício digital, o isolamento social, o bullying e o acesso facilitado a conteúdos violentos ou pornográficos, que banalizam o corpo humano e expõem informações sensíveis dos menores.
O que o pontífice propõe para enfrentar esses desafios tecnológicos?
Ele propõe uma aliança entre governos, escolas e famílias para criar políticas públicas de longo prazo. O objetivo é proteger crianças contra os interesses de lucro das plataformas digitais. O papa elogiou leis de países que impõem limites de idade e responsabilizam as empresas de tecnologia pela segurança online, em vez de deixar todo o peso do controle apenas para os pais.
Qual deve ser o novo papel das escolas na era digital?
As escolas não devem tentar competir com a velocidade do mundo digital, mas oferecer o que a internet não dá: tempo para convivência e relações de confiança. Isso exige repensar métodos de avaliação e dar treinamento contínuo aos professores, para que eles ajudem os alunos a serem críticos e criativos, e não apenas consumidores passivos de informação.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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