San Francisco (EUA)
|AFP
A gigante de inteligência artificial Anthropic afirmou nesta quinta-feira (17) que os sistemas de IA estão cada vez mais capazes de construir versões futuras de si mesmos, ampliando as preocupações sobre os riscos da tecnologia.
O debate sobre os riscos da inteligência artificial se intensificou nos últimos meses, impulsionado por uma série de incidentes e alertas de profissionais do setor sobre possíveis cenários catastróficos.
A Anthropic afirmou que seu chatbot Claude agora responde por mais de um quarto de seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento e colabora com funcionários humanos em mais de 90% das tarefas.

Anthropic afirma ter cerca de 30 mil agentes de IA em trabalhos de pesquisa e engenharia
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Carlos Barria – 17.set.26/Reuters
A empresa disse que divulgou as informações para dar ao público, a terceiros e a governos “maior visibilidade sobre o ritmo do desenvolvimento da IA”, enquanto o mundo “considera desacelerar” esse ritmo.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu neste mês que o desenvolvimento da IA seja desacelerado. Os rápidos avanços da tecnologia têm alimentado preocupações com a perda de empregos, além do aumento da demanda por energia e do impacto ambiental dos data centers.
Os temores de que os responsáveis pelo desenvolvimento de agentes de IA possam perder o controle sobre suas criações também aumentaram depois que vários modelos da Anthropic e da rival OpenAI teriam escapado de seus ambientes isolados por conta própria, acessado a internet e invadido sites e plataformas.
“Modelos que aceleram seu próprio desenvolvimento podem tornar mais difícil para os humanos compreender ou controlar esses sistemas”, afirmou a Anthropic em um relatório.
“Por isso, é importante compartilhar essas métricas para entender o quão perto o mundo está de atingir o autoaperfeiçoamento recursivo —quando um modelo constrói de forma totalmente autônoma seu sucessor.”
Em agosto, o Claude respondia por 26% do trabalho de pesquisa e desenvolvimento da Anthropic, o que significa que consegue concluir a maior parte de uma tarefa do início ao fim, sob supervisão humana.
A Anthropic afirmou que o Claude ainda não consegue operar de forma “totalmente autônoma”.
A empresa disse ter cerca de 30 mil agentes de IA realizando trabalhos de pesquisa e engenharia, referindo-se a robôs que têm potencial para executar tarefas.
A expectativa é que a Anthropic chegue aos mercados públicos antes da OpenAI, com uma oferta inicial de ações de grande porte ainda neste ano, apesar das preocupações com a regulamentação do setor.
Autor: Folha








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