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Bispos americanos alertam sobre deportação de 270 mil imigrantes com TPS nos EUA

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos manifestou preocupação com a possível repatriação forçada de milhares de imigrantes. O alerta foca em ucranianos e salvadorenhos que vivem sob o Status de Proteção Temporária (TPS), um benefício que impede a deportação para países em crise. Com prazos de expiração próximos e incertezas no governo, famílias e empregadores enfrentam um cenário de insegurança.

O que é o Status de Proteção Temporária e por que ele é importante?

O Status de Proteção Temporária, conhecido pela sigla TPS, é um benefício de imigração concedido pelo governo dos Estados Unidos a estrangeiros cujos países de origem enfrentam situações extremas. Isso inclui conflitos armados, desastres ambientais ou outras condições que tornem o retorno inseguro. Na prática, o TPS permite que essas pessoas vivam e trabalhem legalmente nos EUA por um período determinado. É um mecanismo humanitário essencial para evitar que indivíduos sejam devolvidos a locais onde suas vidas correm risco imediato por causas alheias à sua vontade.

Qual é a situação específica dos ucranianos e salvadorenhos citados?

Atualmente, estima-se que 170 mil salvadorenhos e 100 mil ucranianos dependam desse status. Os salvadorenhos recebem a proteção desde 2001, após terremotos devastadores no país. Já os ucranianos passaram a ser elegíveis em abril de 2022, logo após a invasão russa em larga escala. O problema é que os prazos de renovação automática estão vencendo sem um posicionamento definitivo do Departamento de Segurança Interna, o que coloca essas 270 mil pessoas em um limbo jurídico, sem saber se poderão continuar trabalhando ou se serão obrigadas a deixar o país.

Quais são os principais riscos apontados pelos bispos católicos americanos?

Os bispos alertam que a falta de clareza sobre o futuro das proteções pode causar rupturas familiares e crises econômicas. Muitos desses imigrantes já estabeleceram raízes profundas nos Estados Unidos, com filhos cidadãos americanos e negócios próprios. Além da questão humana, há o impacto no mercado de trabalho, já que a perda da autorização de emprego prejudica empresas que dependem dessa mão de obra. A Igreja ressalta que muitos ucranianos, por exemplo, não têm sequer uma casa para onde voltar, dado o nível de destruição causado pela guerra que ainda persiste na Europa.