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Católicos e ortodoxos buscam fim de cisma milenar em 2026

Líderes das igrejas Católica e Ortodoxa se reuniram em Washington, entre 13 e 15 de julho de 2026, para buscar a unidade cristã. O Cardeal Seán O’Malley e outras autoridades propuseram orações conjuntas e diálogos teológicos para curar a separação histórica que já dura quase um milênio.

O que foi o cisma citado no encontro e por que ele é importante?

O ‘Grande Cisma’ foi a separação oficial entre a Igreja Católica (no Ocidente) e a Igreja Ortodoxa (no Oriente), ocorrida em 1054 por motivos políticos e teológicos. Esse evento dividiu o cristianismo em dois grandes blocos. Encerrar essa divisão significa unir novamente milhões de fiéis sob uma mesma comunhão, fortalecendo a mensagem cristã no mundo moderno.

Qual é a principal proposta do Cardeal O’Malley para a unificação?

O cardeal defende que o passo mais urgente e prático é a oração conjunta. Para ele, a unidade não virá apenas de burocracias, mas como um presente divino. Ele sugere que católicos e ortodoxos realizem sessões de estudo, obras de caridade e declarações públicas unidas sobre temas sociais, como o combate à fome e a defesa da vida, criando um vínculo de fraternidade antes mesmo de resolverem todas as diferenças.

O que significa o conceito de união sem absorção?

Este é um ponto central para os ortodoxos: a unidade não deve significar que uma igreja será ‘engolida’ pela outra ou obrigada a mudar suas tradições. A ideia é manter a ‘unidade na diversidade’. As Igrejas Católicas Orientais são usadas como exemplo, pois elas seguem o Papa, mas mantêm seus próprios ritos, idiomas e costumes milenares, funcionando como laboratórios de convivência.