quinta-feira, setembro 24, 2026
10.1 C
Pinhais

computador quântico, 6G e indústria

O Brasil receberá em 2027 o seu primeiro computador quântico, fruto de uma parceria estratégica com a Finlândia. Em visita a Curitiba na última semana, o embaixador finlandês, Antti Kaski, destacou que a relação bilateral evoluiu para setores de ponta, incluindo redes 6G, satélites de geointeligência e inovações no setor de papel e celulose, impulsionando a competitividade industrial brasileira.

O que representa a chegada do primeiro computador quântico finlandês ao Brasil?

A instalação do IQM Spark pelo Instituto de Pesquisas Eldorado, em Campinas, prevista para o início de 2025, marca um salto tecnológico para a América do Sul. Diferente dos computadores comuns, que processam dados em bits (0 ou 1), o computador quântico usa qubits, permitindo realizar cálculos complexos simultaneamente em velocidades inimagináveis. O sistema servirá para que universidades e centros de pesquisa testem algoritmos em áreas vitais, como o desenvolvimento de novos materiais químicos, avanços em inteligência artificial e processos de otimização industrial de alto desempenho.

Como a tecnologia da Finlândia atua nos setores de telecomunicações e monitoramento?

A parceria é profunda em infraestrutura invisível ao consumidor final. No campo das telecomunicações, pesquisadores brasileiros já trabalham na Finlândia em um projeto conjunto entre a Nokia e a Universidade de Oulu para desenvolver o 6G, a próxima geração de redes móveis. Além disso, o Brasil possui uma relação estratégica com a startup ICEYE, fornecedora de satélites pequenos e flexíveis. Esses equipamentos são usados para geointeligência, permitindo o monitoramento preciso do território para fins civis e militares, sendo o Brasil o primeiro comprador internacional fora da União Europeia.

Qual é o impacto da engenharia finlandesa na produção de papel e celulose no Brasil?

A Finlândia é referência mundial em automação e sustentabilidade, conhecimento que aplica no Brasil por meio de empresas como a Valmet. A companhia teve papel central no Projeto Puma da Klabin, no Paraná, fornecendo máquinas modernas para a produção do Eukaliner, o primeiro papel kraft do mundo feito com fibras de eucalipto. Essa cooperação é considerada essencial para manter a competitividade brasileira no mercado global. O Brasil superou a marca de 20 milhões de toneladas de celulose exportadas no último ano, consolidando-se como o maior exportador mundial com o apoio dessas tecnologias.