O Brasil gerou pouco mais de 920 mil postos de trabalho formais entre janeiro e junho de 2026. O número representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e marca o pior resultado para um primeiro semestre dos últimos seis anos (desde o ápice da pandemia, em 2020), segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (29) reproduzidos pela agência Efe.
O ritmo de contratações com carteira assinada também desacelerou em junho. Foram criadas 145.161 vagas formais no mês — um recuo de 10,6% em comparação aos 268.050 postos abertos em junho do ano passado. Apesar do tombo na comparação anual, o número de junho mostrou um forte avanço de 77% em relação a maio.
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Desempenho por setor no semestre:
Serviços seguiu como o principal motor do mercado de trabalho, enquanto o comércio encerrou o período no vermelho.
- Serviços: +571.926 vagas
- Construção Civil: +168.962 vagas
- Indústria: +143.442 vagas
- Agropecuária: +40.853 vagas
- Comércio: – 3.514 vagas
A perda de fôlego no mercado de trabalho ocorre em meio às projeções de desaceleração da economia brasileira para 2026. Entre os principais fatores do desaquecimento está a taxa básica de juros (Selic), mantida no patamar elevado de 14,25% ao ano.
Após avançar 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, a expectativa do Banco Central para o crescimento do PIB em 2026 está fixada em torno de 2,0%.
Autor: Gazeta do Povo




















