quarta-feira, julho 22, 2026
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entenda a relação e os riscos

Um novo estudo da Universidade da Pensilvânia, apresentado em julho de 2026, indica que mulheres com sobrepeso que utilizam medicamentos como Ozempic e Wegovy têm até 35% menos chances de desenvolver câncer de mama, trazendo uma nova perspectiva sobre os benefícios dessas terapias metabólicas.

O que a nova pesquisa revelou sobre o uso de medicamentos GLP-1?

O estudo analisou dados de mais de 111 mil mulheres e descobriu que as usuárias de remédios da classe GLP-1 — conhecidos como ‘canetas emagrecedoras’ — apresentaram uma probabilidade entre 30% e 35% menor de ter câncer de mama. Além disso, observou-se que pacientes que já possuem a doença e usam esses medicamentos tendem a ter uma sobrevida maior, embora os médicos alertem que ainda é cedo para falar em cura ou proteção garantida.

Por que o emagrecimento ajuda a prevenir esse tipo de câncer?

A obesidade é um fator de risco conhecido porque o excesso de gordura corporal produz estrogênio, um hormônio que estimula o crescimento de vários tumores na mama, além de manter o corpo em um estado de inflamação constante. Ao promover a perda de peso, o Ozempic ajuda a reduzir essas taxas hormonais e a inflamação, criando um ambiente menos favorável ao aparecimento da doença.

O remédio possui algum efeito protetor além da perda de peso?

Cientistas acreditam que sim. Esses medicamentos imitam um hormônio do intestino que regula o açúcar no sangue e a fome. Estudos em laboratório sugerem que esse composto também pode interagir diretamente com as células do tumor, influenciando o metabolismo celular e a genética das células de forma que dificultaria o avanço do câncer, mas esse mecanismo exato ainda está sob investigação profunda.