O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, disse nesta quinta-feira (28) que o governo do presidente Donald Trump está comprometido em combater e destruir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que devem ser classificados como organizações terroristas internacionais pelo governo americano no próximo dia 5 de junho.
Em publicação nas redes sociais, Landau afirmou que as facções brasileiras representam “uma grave ameaça à segurança” não apenas para o povo brasileiro, mas para todos os povos do Hemisfério Ocidental, incluindo os americanos.
“Levamos essa ameaça muito a sério e estamos comprometidos em combater e destruir essas organizações”, escreveu o vice-secretário, ao compartilhar o post onde o secretário de Estado Marco Rubio anuncia a classificação das facções como grupos terroristas.
O anúncio feito por Rubio ocorre um dia após uma reunião entre ele e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca. Antes, o Flávio havia se reunido com Trump no Salão Oval, ocasião em que apresentou o pedido de classificação das facções como terroristas.
A decisão foi comemorada pelo senador. “Em uma viagem como pré-candidato, nós fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus 17 anos de mandato”, afirmou Flávio, em vídeo publicado nas redes sociais.
Flávio se reuniu também com Landau na quarta-feira (27), no Departamento de Estado americano. Um dia depois de conversar com Trump e momentos antes de conversar pessoalmente com Rubio.
No anúncio desta quinta-feira, o Departamento de Estado informou que o PCC e o CV já comandam milhares de integrantes e organizaram ataques contra policiais, autoridades públicas e civis no Brasil. Segundo o comunicado, a influência e as redes ilícitas das facções se estendem para além das fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.
Rubio afirmou que o governo Trump continuará usando “todas as ferramentas disponíveis” para proteger os interesses de segurança nacional dos EUA e cortar o financiamento e os recursos destinados a “narcoterroristas”.
Autor: Gazeta do Povo









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