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França gastou muito na pandemia; agora, chegou a conta

As manifestações que têm ocorrido na França nas últimas semanas revelam uma crise mais profunda que a da educação no país europeu, motivação dos protestos: a deterioração das contas públicas durante o governo do presidente Emmanuel Macron, que está no poder desde 2017.

Os protestos, que começaram em setembro como manifestações em apoio a professores em greve de uma escola de Paris, vêm ganhando corpo na França e resultando em confrontos com as forças de segurança, com vários feridos, presos e estabelecimentos de ensino suspendendo aulas.

Os manifestantes pedem mais recursos para a educação em um momento em que a França enfrenta sua pior situação fiscal em décadas.

No final de setembro, o INSEE, o instituto nacional de estatísticas da França, divulgou que a dívida pública do país atingiu o patamar de 119% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior desde os mais de 300% de 1946, no pós-Segunda Guerra Mundial.