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GDF busca garantias do Tesouro para cobrir rombo do BRB

O governo do Distrito Federal (GDF) pedirá o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para realizar um empréstimo com garantia do Tesouro Nacional a fim de socorrer o Banco de Brasília (BRB). Sem informar valores, a governadora Celina Leão (PP) disse que o pedido está em fase final de concepção e deve ser encaminhado ao governo federal até esta quarta-feira (29).

A medida visa capitalizar o banco, que ainda apura a extensão dos danos que o envolvimento com o escândalo do banco Master causou ao seu caixa. A operação será realizada junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A informação foi antecipada pelo G1 e confirmada pela Gazeta do Povo junto ao GDF.

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“É um pedido formal, porque já concluímos toda a montagem da proposta, seguindo cada um dos ritos solicitados pelo Banco Central; é de praxe que o processo passe pelo Ministério da Fazenda”, declarou Celina Leão a jornalistas nesta terça-feira (28).

O governo federal resiste em socorrer o BRB, enquanto a governadora Celina Leão rejeita a ideia de federalizar a instituição, citando lisura em todas as medidas após o conhecimento do escândalo. Existe a avaliação do Ministério da Fazenda de que não haveria risco sistêmico em função da saúde financeira do banco.

Entenda

O BRB envolveu-se com o Master por meio de seu ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, sob suspeita de facilitar a compra de ativos fraudulentos em troca de seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. De acordo com a investigação, a transação paralisou em R$ 74,6 milhões após Vorcaro descobrir que estava sendo investigado. A prisão está em análise no plenário virtual da Segunda Turma.

Em março, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou um pacote de socorro ao BRB que inclui o uso de imóveis públicos em fundos de investimento e a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A lei enfrenta uma ofensiva da oposição na Justiça, que alega falta de estudos e dano ao patrimônio público.

Autor: Gazeta do Povo

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