Um naufrágio na costa do Djibuti, no nordeste da África, deixou 139 migrantes mortos — entre eles 15 crianças — e 84 desaparecidos. O balanço foi divulgado neste domingo (11) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU. Segundo a agência, 82 pessoas sobreviveram.
O barco transportava 305 pessoas e seguia para o Iêmen quando virou perto de Guhere, ao norte da cidade portuária de Obock, na noite de quinta-feira (8). O primeiro levantamento apontava 109 mortos e 116 desaparecidos, mas os números foram atualizados após a recuperação de mais corpos. Todos os sobreviventes são etíopes.
As autoridades do Djibuti continuam as buscas. Neste momento, a OIM atende 64 sobreviventes em seu centro de apoio a migrantes em Obock, com assistência médica, alimentação, abrigo e apoio psicológico.
A travessia faz parte da chamada Rota Oriental, usada por migrantes do leste da África para chegar aos países do Golfo em busca de trabalho e melhores condições de vida. Mesmo com o conflito no Iêmen, dezenas de milhares de pessoas seguem por esse caminho todos os anos.
Segundo a OIM, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nessa rota em 2025. A agência considera o naufrágio desta semana um dos mais letais já registrados no trajeto.
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Autor: Gazeta do Povo




















