sexta-feira, outubro 30, 2026
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No interior, Unimed tem o dobro da fatia dos planos de saúde

Levar atendimento de saúde ao interior do Brasil não é uma tarefa exclusiva do SUS, apesar da missão constitucional que lhe foi atribuída. Paralelamente ao serviço público, as cooperativas médicas têm sido protagonistas na assistência à população longe das capitais. Em junho de 2026, elas respondiam por 43,3% dos vínculos a planos de assistência médica no interior do país, o dobro da participação registrada nas capitais (21,5%), segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Dos 53,05 milhões de brasileiros vinculados a algum plano de saúde, a maior parte, 32,76 milhões, vive no interior. Atuar na medicina longe das capitais envolve um planejamento que vai além da prestação de serviços e credenciamento de profissionais. As cooperativas médicas têm aumentado investimentos na infraestrutura de hospitais e clínicas especializadas no interior, diminuindo a necessidade de milhares de pessoas viajarem por horas seguidas em busca de atendimento nos grandes centros. Mas trata-se de uma balança ainda desequilibrada.

Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, as capitais brasileiras tinham, em 2024, uma média de 6,97 médicos por mil habitantes, ante 1,90 no interior. Já o Censo Brasileiro de UTIs 2024, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, identificou 25,58 leitos de terapia intensiva por 100 mil habitantes nos municípios que não são capitais, uma taxa quase três vezes inferior à registrada nas capitais.

Cooperativismo ajuda a fixar profissionais de saúde no interior

“O cooperativismo médico é o único modelo na saúde suplementar que privilegia a fixação de profissionais da saúde e aporte de tecnologia no interior do país”, afirma o médico Omar Abujamra Junior, presidente da Unimed do Brasil, o maior sistema de cooperativas médicas do país, presente em nove de cada dez municípios brasileiros.