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OEA pede “máxima segurança jurídica” para segundo turno no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) citou o caso envolvendo o senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) às vésperas do primeiro turno e recomendou nesta terça-feira (6) que as campanhas tenham “máxima segurança jurídica” durante o segundo turno da eleição presidencial no Brasil, marcado para ocorrer no dia 25 de outubro.

A recomendação aparece no relatório preliminar divulgado pela entidade após o primeiro turno do pleito, realizado neste domingo (4). O documento elogia a organização das eleições e o funcionamento do sistema de votação, mas também registra preocupações relacionadas à atuação do Judiciário durante a campanha eleitoral.

“A Missão considera que, para o segundo turno, é fundamental que os atores do processo tenham a máxima segurança jurídica para conduzir suas campanhas eleitorais”, afirmou a OEA na conclusão do trecho dedicado a institucionalidade do pleito.

Antes da recomendação, o relatório mencionou decisões monocráticas tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo eleitoral. Segundo a OEA, diferentes atores e forças políticas ouvidos pela missão manifestaram preocupação com o que consideravam um “ativismo ou um protagonismo judicial” que colocou integrantes das duas Cortes no centro da disputa política.