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Papa Leão XIV elogia mártires cristãos como maior força evangelizadora da Igreja

Uma conferência no Vaticano sobre os mártires cristãos modernos foi concluída com um discurso do Papa Leão XIV, que elogiou o testemunho deles e o poder evangelizador de sua santidade simples e cotidiana. O pontífice realizou uma audiência privada no Vaticano em 16 de setembro com os participantes da conferência “O Século XXI: Um Novo Tempo de Mártires?”, realizada no Instituto Patrístico Augustinianum, em Roma, de 15 a 16 de setembro.

A conferência, organizada pelo Dicastério para as Causas dos Santos, discutiu a iniciativa ecumênica “Comissão para os Novos Mártires — Testemunhas da Fé”, estabelecida pelo Papa Francisco em 2023 para documentar as mortes de cristãos de todas as denominações que foram mortos por sua fé desde 2000. Entre os casos discutidos estava o da Irmã Dorothy Stang, uma freira americana que foi assassinada no Brasil em 2005 enquanto servia a população local na Amazônia.

Em seu discurso, o Papa Leão elogiou o trabalho do dicastério ao catalogar as vidas de cristãos mortos por sua fé e explicou que o exemplo deles pode ensinar os fiéis de hoje a apresentar a fé não como uma ideologia, mas como um modo de vida. “A força evangelizadora das novas testemunhas da fé representa um dos maiores recursos da Igreja para proclamar o Evangelho no mundo de hoje”, disse Leão. “As testemunhas da fé não propõem uma ideologia, mas mostram uma fé vivida no cotidiano.”

Ele também explicou o significado desses cristãos para os católicos, dizendo que eles “são irmãos e irmãs que, em diferentes contextos geográficos, históricos e políticos, deram suas vidas pelo Evangelho”. O papa também disse que a santidade cotidiana — a santidade ao lado — pode ajudar os cristãos a explicar e defender sua fé em debates. “Em contextos culturais indiferentes, a ‘santidade ao lado’ e o heroísmo silencioso tornam-se argumentos poderosos, capazes de falar a todos, até mesmo aos mais céticos.”