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Para reter mão de obra, cooperativas apostam em casa e carreira

Manter o trabalhador na linha de produção virou um dos principais desafios das agroindústrias cooperativas. No Paraná, as 259 cooperativas quase dobraram o quadro de pessoal em uma década e somam 157.940 funcionários no primeiro semestre de 2026, mas ainda mantêm de 8 mil a 10 mil vagas abertas, conforme a sazonalidade da produção.

A pressão sobre a mão de obra ocorre em um estado que lidera o abate de frangos e a produção de tilápias no Brasil, além de ocupar a segunda posição no processamento de suínos. Em 2025, o Paraná abateu 2,29 bilhões de frangos e 12,9 milhões de suínos e produziu 209,3 mil toneladas de tilápia, segundo o IBGE.

Nas cooperativas agropecuárias, o indicador de rotatividade passou de 3,70% em junho de 2023 para 4% em dezembro de 2025. No oeste paranaense, onde se concentram grandes plantas industriais das cooperativas, chegou a 4,39%.

“O que justifica esse aumento de rotatividade? É justamente a abertura de novos postos de trabalho e a falta de mão de obra. Muitas vezes esses trabalhadores que estão em uma cooperativa acabam migrando para outra por algum diferencial, por algum benefício”, explica João Gogola Neto, gerente de Monitoramento e Consultoria do Sistema Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).