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Porta-aviões dos EUA podem mudar de visual a pedido de Trump

A Marinha dos Estados Unidos estuda um redesenho significativo de seus novos porta-aviões para atender às preferências do presidente Donald Trump, que quer que a nova frota se pareça com os navios da Segunda Guerra Mundial. A mudança pode custar bilhões e atrasar a entrega das embarcações, segundo reportagem do jornal The Washington Post publicada na manhã deste sábado (15).

A instituição analisa a viabilidade de deslocar a torre de comando — a “ilha” — para mais perto do meio do navio. A revisão, inédita, responde às preocupações de Trump com o “visual” da classe Ford, cuja ilha fica perto da popa.

O interesse do presidente pelo desenho dos navios de guerra é recorrente. No ano passado, ele apresentou planos para uma nova classe de encouraçados, a “Frota Dourada”. A proposta provocou críticas de analistas navais e parlamentares, que avaliam que os navios desperdiçariam a escassa capacidade de construção americana em um projeto que a Marinha não precisa.

O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), órgão apartidário, estimou que a “classe Trump” custaria cerca de US$ 275 bilhões em recursos públicos ao longo de 30 anos. O valor equivale a cerca de US$ 18 bilhões por navio, após a conclusão da primeira unidade.